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sábado, 7 de janeiro de 2017

EMPREGADO QUE NÃO QUER MAIS TRABALHAR NA EMPRESA DEVE AGIR COM FAIR PLAY Sergio Ferreira Pantaleão Qualquer empregado já passou por esta situação ou, se ainda não, em algum momento da vida profissional irá passar. Foi o tempo que as pessoas tinham como meta ingressar numa empresa e de lá sair somente quando da aposentadoria. A título de curiosidade, outro dia um colega me contou (todo ressabiado) que um vizinho havia se aposentado depois de ter trabalhado 38 anos na mesma empresa. Ele não entendia como uma pessoa poderia passar tanto tempo num mesmo local, suportando a mesma rotina sem se encher de tudo e de todos. Contemporaneamente é bem raro uma pessoa permanecer numa mesma empresa por muito tempo, salvo se tiver um contínuo crescimento profissional ou ainda, uma expectativa promissora considerando um atrativo plano de cargos e salários da organização, pois do contrário, os profissionais tendem a se desligar e buscar novos desafios. A questão é que depois de 1 ou 2 anos (variando para mais ou menos dependendo do nível hierárquico) num mesmo cargo e sem qualquer expectativa, as pessoas passam a viver uma rotina que raramente agregam algum conhecimento ou habilidade profissional, bem como podem se sentir não mais desafiadas a desenvolver e aprimorar o trabalho que realiza. Isso traz certa frustração e comodidade, o que é um perigo para qualquer profissional. A falta de desafios, embora pareça ser uma meta no sentido de trabalhar com mais tranquilidade, representa na verdade a autodestruição sob o aspecto de desenvolvimento. Sei que há muitos que buscam esse tipo de situação, pois não querem "dor de cabeça", não querem ser lembrados pelo RH da empresa sequer para realizar um treinamento, e o que se ouve destes profissionais é "deixe eu quieto aqui no meu canto". Mas a maioria busca obter um incremento salarial e isso, em grande parte, advém de mudança de cargo, de setor, de empresa e até do país onde trabalha. Se esta possibilidade está esgotada, a alternativa é sair do atual emprego e buscar um novo. Simplesmente pedir demissão e sair em busca do novo exige coragem. Aí que a situação se complica, pois muitos não querem "arriscar" o certo pelo duvidoso. Não querem abrir mão de receber o FGTS, a multa de 40% e o seguro-desemprego, e ficam esperando que a empresa o demita. O problema começa quando o empregado não quer ficar na empresa, mas também não quer pedir demissão. Se o empregado não quer permanecer, a iniciativa do desligamento deve partir dele. Ele é quem deve chegar e dar o aviso prévio ao empregador. O que se vê muitas vezes é este profissional começar a faltar ao trabalho, deixar de cumprir prazos na entrega de seus compromissos e tarefas, não participar de reuniões ou deixar de prestar auxílio quando lhe é solicitado. Sob este viés, considerando que a empresa é quem não o quisesse mais, será que este empregado ficaria satisfeito se a empresa deixasse de lhe pagar os salários em dia, se não concedesse o vale transporte ou vale refeição do mês, se depositasse apenas 6 dos 13 meses de FGTS ou se não pagasse o PLR no final de ano até que o mesmo pedisse demissão? Por óbvio que não. O empregado pensa "se a empresa não quer meus serviços, então me demita e pague meus direitos". Da mesma forma o empregado deve agir quando não quer mais permanecer na organização, ou seja, peça demissão e ao final do aviso a situação está resolvida. Se isso depende de obter antecipadamente nova oportunidade, então haja na busca deste novo emprego, mas não tome atitudes como se a empresa fosse um "calo no sapato", pois admitindo ou não, o próprio sustento e o da família advém da contraprestação pelo trabalho. A liberalidade para o rompimento do contrato e a consequente rescisão contratual é garantida pela lei para ambas as partes. A manutenção do contrato não é compulsória, salvo nos casos de garantia de emprego. No futebol há uma expressão em inglês que deveria ser utilizada sempre nas relações interpessoais, o famoso "fair play" - que significa jogo limpo, jogo justo - expressão que traduz a ética no meio esportivo. É quando, por exemplo, um jogador que está com a bola joga-a para lateral ao ver o adversário caído, com o intuito de vê-lo atendido pela equipe médica. Tendo o jogador se recuperado, seu time devolve a bola ao adversário, a fim de que a situação de posse de bola volte ao estado anterior. Não terá agido com "fair play" o time do jogador caído se após cobrar o lateral não devolver a bola ao adversário. Seria um bom começo que empregados e empregadores pudessem por em prática esta expressão nas relações profissionais, de modo que eventual rompimento de contrato não fosse um trauma, mas uma passagem para uma nova fase e uma boa lembrança de aprendizado e colaboração que a relação trouxe para ambas as partes. Sergio Ferreira Pantaleão é Advogado, Administrador, responsável técnico pelo Guia Trabalhista e autor de obras na área trabalhista e Previdenciária.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Quem são os RHs do futuro?

Gestão De Pessoas Saiba o que pensam e planejam os profissionais que estarão à frente dos RHs das empresas nos próximos anos. Com o crescimento da geração Y no mercado de trabalho, muitas pessoas se perguntam como será a liderança e o posicionamento desses jovens no mundo corporativo daqui há 10, 20 e 30 anos e, na área de RH, não é diferente. A visão estratégica e colaborativa é talvez uma das mais valorizadas por esses novos profissionais. Eles pretendem fomentar a flexibilidade de horário e o conceito de felicidade no trabalho, alinhando suas práticas ao alcance de metas e a programas de crescimento e desenvolvimento de carreira, tudo para gerar departamentos de RH mais sustentáveis e colaboradores mais engajados e felizes. Alexandre Pellaes, líder de Operações do 99jobs.com, explica que os jovens RHs trarão mudanças na forma como as organizações irão se relacionar como mercado, especificamente como marca empregadora. “Não vale mais o discurso institucional decorado e impresso em panfletos. Os jovens RHs sabem que os jovens no mercado de trabalho baseiam-se na experiência real e não no discurso”. Para ele, modelos compartilhados de gestão, foco em feedback como ferramenta de desenvolvimento e interação entre as pessoas são algumas das práticas mais valorizadas e presentes no radar dos jovens gestores. Para aqueles que pretendem ou já atuam em RH, a área é considerada uma excelente porta de entrada de jovens nas organizações e atualmente apresenta oportunidades com muita exposição e responsabilidade. Segundo Pellaes. “É uma das primeiras áreas em que a visão de hierarquia tende a perder relevância, já que as relações e o nível de responsabilidade são bastante compartilhados”. Prova disso é o depoimento de Lucélia Fabiana da Silva Siqueira, gerente Administrativa da Oral Premium. A profissional, que atua na área de RH há um ano e três meses afirma que os RHs do futuro serão mais participativos e proativos, agregando valores aos seus colaboradores. “Quero ser uma profissional focada tanto nos interesses da empresa quanto nos interesses dos colaboradores, visando equilibrar esses dois lados e estimulando o trabalho em equipe”. Já Simone Chioman de Almeida, que atua na área há três anos e atualmente é supervisora de recursos humanos em uma empresa de fertilizantes, define sua gestão como meritocrática e imparcial. O método já é aplicado em sua gestão e para mensurá-lo Simone utiliza avaliações de competências e de performance, pesquisa de clima e desenvolvimento da equipe. Para ela, “a inclusão novos ares e experiências de vida vistas por outros ângulos, só têm a acrescentar para uma profissão tão generalista como a área de RH”. Um maior envolvimento dos profissionais da área com o lado comportamental de seus colaboradores também está na pauta dos RHs do futuro. “Vimos que a era do especialista chegou ao fim, precisamos de pessoas que vão além de suas habilidades técnicas, além de seus diplomas e cursos específicos. Precisamos de pessoas proativas, versáteis, criativas, inovadoras, que tenham espírito de equipe, de liderança, que tenham verdadeiramente os valores da empresa”, explica Susana Araújo Rodrigues, assistente de RH na Dominus Auditoria, Consultoria, Contabilidade e RH. O novo e o velho RH Para potencializar a união e compartilhamento entre o RH tradicional e o novo, alguns pontos de atenção podem ser observados, segundo Alexandre Pellae, do do 99jobs.com: • O ambiente e as práticas de relacionamento devem permitir que novo e tradicional possam trocar ideias, sem julgamentos, mas com transparência. Isto não ocorre naturalmente. Deve ser incentivado e suportado com ferramentas próprias. • O que é esperado (e oferecido) dos jovens deve ficar muito claro. O “combinado” tem que ser explícito. Obrigações, deveres, prazos e benefícios. • Embora os jovens cheguem com muita ânsia e muitas ideias, normalmente, eles não têm experiência em como implementar suas sugestões. Abafar o sonho, os desafios, o pensar fora da caixa, seria um erro. No entanto, também não se pode alimentar a ilusão de que todas as ideias legais e diferentes serão implementadas. As organizações são compostas por uma estrutura que baseou-se, por anos, em estabilidade e continuidade (planejamento) e agora enfrentam um mundo que funciona com base em ruptura e vivência (improviso e criatividade). É um momento de transição. • O óbvio pode e deve ser reforçado. Não há comunicação em excesso. Incentivar a troca de informações e, principalmente, de percepções pode trazer muitos benefícios na construção de vínculos de confiança. • Ajudar os jovens a lidar com a frustração (de suas próprias expectativas) e a enxergar pontos positivos em decisões baseadas em premissas antigas também pode contribuir muito para aliviar o conflito de gerações. Fonte: https://www.linkedin.com/groupItem?type=member&item=5974521636328652804&fromEmail=fromEmail&midToken=AQGqiVjfKINJ1w&view=&ut=3cGaj46Ax3imE1&trk=eml-b2_anet_digest-hero-4-hero-disc-disc-0&gid=4170721

domingo, 11 de janeiro de 2015

RH com Você: O que você não deve fazer em uma entrevista

Para os leitores e amigos de plantão, segue matéria importante. O mercado de trabalho está saturado em algumas áreas, concorrido em muitas e competitivo entre dezenas de profissionais para uma única vaga. Existem algumas atitudes e comportamentos que são imperdoáveis em uma entrevista de emprego. Chegar atrasado, falar mal da empresa anterior ou não deixar o entrevistador falar são exemplos de atitudes que podem tirá-lo do processo. Assim, muitos candidatos acabam perdendo boas oportunidades de emprego por falta de conhecimento em determinado assunto, falta de atenção ou falta de foco. Confira 12 dicas do que você NÃO deve fazer para seguir no processo seletivo: 1. Não chegue atrasado de maneira alguma. Pesquise o caminho antes e procure chegar ao local com pelo menos 15 minutos de antecedência; 2. Não cometa excessos na roupa, no perfume e acessórios. Use roupas discretas e confortáveis, pesquise antes sobre a cultura da empresa para não cometer nenhuma gafe. 3. Não chegue “cru" na entrevista. Visite o site da empresa, converse com conhecidos, investigue qual o negócio da empresa, tipos de produtos e serviços, concorrentes e particularidades do mercado. Evite perguntar sobre coisas que deveria ter pesquisado antes. 4. Não minta ou esconda informações. Jamais! Todo seu histórico profissional pode ser (e será) investigado depois. Coloque suas experiências sem exageros, destacando suas principais atividades e os resultados que você conseguiu atingir; 5. Não fale demais nem de menos. Saiba perguntar quando for preciso, e responder sempre o que for perguntado; 6. Não atue! Não tente ser algo que não é. A empresa procura o “candidato ideal”, porém, você precisa buscar uma empresa que seja “ideal” também. Sendo verdadeiro, a chance de sucesso e de crescimento será bem maior. 7. Não use frases prontas ou decore respostas. Nada pior do que um candidato “boneco”. Tenha em mente o que pode ser respondido, mas aja sempre com naturalidade e entusiasmo. Não ignore nenhuma perguntou ou mude de assunto de repente, sinta que o assunto ficou bem esclarecido; 8. Não fale mal das outras empresas que você trabalhou. Isso também vale para o ex-chefe e colegas de trabalho. Esse erro é FATAL! 9. Não arrume desculpas ou culpados para possíveis falhas que possa ter tido na carreira, se perguntar por que você saiu do último emprego e tiver sido demitido, explique o motivo sucintamente e pronto; 10. Não use gírias, brincadeiras de baixo calão e palavrões na entrevista, por mais informal que seja o entrevistador. Muitos recrutadores “dão corda” para testar o candidato e ver até onde ele pode ir. Evite forçar intimidade também, nada de “tapinha nas costas” e coisas do tipo; 11. Questione sobre o salário e benefícios apenas quando o recrutador introduzir o assunto, geralmente é no início para analisar se o candidato terá real interesse ou no encerramento da entrevista; 12. Não saia da entrevista com dúvidas sobre a vaga, atividades e responsabilidades. Perguntar não é pecado, questione também! Abraços e sucesso! RAFAEL MENDES Coach de Carreira e Consultor em Gestão de Pessoas E-mail: contato@rhcomvoce.com Site: www.rhcomvoce.com Fonte: http://www.meganesia.com.br/rh-com-voce-artigo-o-que-voce-nao-deve-fazer-em-uma-entrevista.html

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

VOCÊ CONHECE SOBRE O SEU TRABALHO OU SE DEDICA EM SABER?

Por Sergio Ferreira Pantaleão A atuação em qualquer carreira profissional parece ser bem difícil para quem nunca trabalhou antes ou para quem, ainda que tenha tido alguma experiência profissional, tenha optado por uma função diferente da qual ingressou no mercado de trabalho. A expectativa gerada por desconhecer uma atividade, a política ou o ambiente da empresa, bem como os colegas de trabalho são fatores preocupantes para qualquer profissional até que as coisas se ajeitem e você começa a se sentir "mais em casa", como um membro da organização, uma engrenagem com a qual a empresa precisa para caminhar. Superada esta fase inicial, começamos a observar as coisas com um olhar mais crítico ou, pelo menos, deveríamos agir desta forma, já que conhecemos - ainda que superficialmente - o processo do trabalho no setor que atuamos. Por óbvio esta crítica deve ser sempre no sentido de melhorar o que estamos fazendo, diminuindo o tempo gasto com as tarefas, o custo com matéria prima e aumentando a eficiência de nosso trabalho e de nossa equipe. O problema está nos casos onde a pessoa não se interessa pelo que faz e, parecendo viver alheio ao seu trabalho, não conhece o motivo da queda de vendas, o que gerou o aumento dos encargos da folha de pagamento, a perda de qualidade de um produto final, o aumento de sucata ao final de um processo de produção, enfim, desconhece e não busca conhecer de seu trabalho. A fim de contribuir com o debate, tive a oportunidade de trabalhar com grandes profissionais em diversas empresas ao longo da carreira e em uma dessas empresas, um amigo, gerente de uma indústria de cabos, utilizava um método bem peculiar para despertar nos grupos de trabalho fabril um maior interesse pelo desempenho de sua equipe ao longo do mês. A empresa se utilizava de vários apontamentos para demonstrar, por meio de relatos, números e gráficos, os principais problemas ocorridos ou as melhorias realizadas que contribuíram para o aumento da produção. A fábrica trabalhava 24 horas e era composta por várias equipes que se revezavam para atender os 3 turnos existentes. Esperava-se que todos os membros da equipe de cada turno conhecesse de tudo o que acontecia durante sua jornada de trabalho. Nas reuniões mensais, realizadas por todo o grupo de fábrica em um auditório, cada equipe (composta por 8 a 12 pessoas) tinha a responsabilidade de desenvolver mensalmente seus próprios gráficos, apontando os problemas ocorridos e suas causas ou as soluções encontradas e a técnica de melhoria utilizada pela equipe. Nesta reunião o gerente de fábrica sorteava a ordem de apresentação das equipes para falar dos números apontados durante o mês (quantidade produzida, aumento ou diminuição de sucata, melhoria nas máquinas e equipamentos, ideias para melhorar o ambiente de trabalho e diminuir o número de acidentes entre outras informações pertinentes). A grande diferença, que para muitos era uma grande dor de cabeça, é que o gerente saía pelo auditório com um pequeno jacaré de brinquedo que tinha vários dentes. Cada membro da equipe era convidado a apertar um dos dentes do jacaré. Seria o indicado a apresentar os números da equipe a toda a fábrica o empregado que apertasse o dente e fosse abocanhado pelo jacaré. No início as pessoas foram surpreendidas pela dinâmica apresentada e, inevitavelmente, vários empregados simplesmente diziam que não sabiam falar sobre os números apontados por sua equipe, já que apenas um ou dois do grupo, que conheciam de planilhas eletrônicas, eram os responsáveis por levantar os números e desenvolver os gráficos. Esta era uma forma bastante sadia de envolver as pessoas, bem como provocava a interação entre os turnos, mostrando que os empregados precisavam estar inteiramente envolvidos com o seu trabalho, com o desempenho de sua equipe e consequentemente com o desempenho da empresa como um todo. Quando você está propenso a se expor ou a expor sua equipe você passa buscar mais informações e se interar das suas atividades, a cuidar do colega de trabalho que parece alheio ao que está acontecendo, a envolver a equipe na busca de um melhor resultado e passa, consequentemente, a atingir suas metas gradativamente. Se não conhece de seu trabalho ou não se dedica em saber, fique alerta. Dizer que conhece da atividade porque faz tudo o que o chefe determina pode ser um perigo para sua vida profissional. Esse "conhecer" está além do que está normatizado internamente ou que foi ordenado pelo chefe. É preciso estar à frente, buscar novas alternativas de fazer seu trabalho, "subir a montanha" e ter uma visão a partir do todo para despertar soluções diferentes do que normalmente se enxerga. Relatei este fato apenas para demonstrar que muitas vezes ficamos estagnados esperando ser abocanhados pelo jacaré, esperando alguma provocação para só então reagir. Mas é preciso cuidado, primeiro porque o jacaré pode passar ao nosso lado e sequer esboçar reação, imaginando que somos apenas uma estátua e segundo, ainda que possamos despertar alguma reação e provocar a mordida do jacaré, perderemos nossa perna e não conseguiremos dar aquele passo que deveríamos ter dado já há muito tempo. Seja proativo e faça o que precisa se feito. Por mais que você não esteja atuando na função ou na profissão que deseja, conheça e dê o máximo de si, utilize-a como uma ferramenta para alcançar aquilo que almeja. O interesse naquilo que, a princípio não seja sua meta, pode ser visto pela organização como o diferencial que o levará a alcançar até o que não imaginava. Fonte: Guia Trabalhista

domingo, 14 de setembro de 2014

Ninguém é Insubstituível

Ninguém é Insubstituível Na sala de reunião de uma multinacional, o diretor fala nervoso com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um ameaça: - Ninguém é Insubstituível! A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido e diz: - Alguma pergunta? - Tenho sim. E Beethoven? - Como? O encara o diretor confuso. - O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven? Silêncio… O funcionário fala então: - Ouvi essa história esses dias, contada por um profissional que conheço e achei pertinente falar sobre isso. Afinal empresas tentam descobrir talentos, reter talentos, mas no fundo continuam achando que os profissionais são simples peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então, pergunto: - Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? … O rapaz fez uma pausa e continuou: - Esses talentos marcaram a história fazendo o que gostavam e o sabiam fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. Mostraram que são sim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus ‘erros ou deficiências’. Nova pausa e prosseguiu: - Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO, se PICASSO ERA INSTÁVEL, CAYMMI PREGUIÇOSO, KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto. Dentro do assunto, o rapaz continuava. - Se um gerente ou coordenador está focado em ‘melhorar as fraquezas’ de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de ‘técnico de futebol’ que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola; ou Beethoven por ser surdo. Em sua gestão o mundo PERDERIA todos esses talentos. - Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos, não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens ou mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados… Apenas peças… E nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões ‘foi pra outras moradas’. Ao iniciar o programa seguinte, o Didi entrou em cena e falou mais ou menos assim: “Estamos todos muito tristes com a ‘partida’ de nosso irmão Zacarias… e hoje, para substituí-lo, chamamos:…NINGUÉM… Pois nosso Zaca é insubstituível”, concluiu o rapaz e o silêncio foi total. Conclusão: Você é um talento único e, certamente, ninguém o substituirá! “Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo…, mas posso fazer muitas coisas. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso e bem”. No mundo sempre existirão pessoas que vão amá-lo pelo que você é e outras que vão odiá-lo pelo mesmo motivo; acostume-se a isso. Valorize-se! E valorize quem está a sua volta. Um forte abraço a você, pessoa insubstituível! José Humberto Araújo Martins

sábado, 13 de setembro de 2014

Crescer com Simplicidade: Eis o maior desáfio

Todos querem crescer profissionalmente. Cada um tem o seu sonho: enquanto uns têm como meta trabalhar em outro país, outros desejam chegar logo a um cargo de gestão. Há quem queira o negócio próprio, outros não se contentarão com nada menos que o cargo de CEO. Muitos profissionais acabam perdendo o foco quando têm objetivos de longo prazo para a carreira. A maioria se esquece do hoje. É bom se perguntar “o que eu posso fazer aqui e agora para atingir a minha meta?”. Se ela for trabalhar em outro país, experimente estudar mais de um idioma e se preparar para disputar oportunidades em uma multinacional que ofereça essa alternativa. Para um dia assumir um cargo de gestão, converse com seus superiores e entenda o que é preciso desenvolver no seu perfil para chegar lá. Já para chegar a CEO…bom, é preciso dar um passo de cada vez. O mundo em que vivemos é marcado por um estado de constante ansiedade e ambição por grandes projetos. O desafio de viver em um cenário como o atual é o da simplicidade: é preciso saber que conseguiremos alcançar a nossa meta através de pequenas vitórias cotidianas. Entregar resultados consistentes, bater metas e garantir performances pessoais e da equipe acima da média levam ao sucesso através de um trabalho estruturado e esforços diários. Usando ainda o exemplo do CEO – cada um dos presidentes de empresas tem uma história e uma trajetória. Nenhuma delas é igual, mas certamente todos eles precisaram passar por muitas etapas antes de chegar ao topo. Estudaram, erraram e acertaram, desenvolveram seu lado comportamental, fizeram negócios com muita gente diferente, foram gestores de equipes diversas…aprenderam com a prática de todos os dias. É bom ter uma meta ousada para a carreira. Mas é preciso tomar cuidado para que a visão de longo prazo não comprometa o nosso dia a dia. Afinal de contas, o caminho é longo, mas precisamos percorrê-lo passo a passo.

sábado, 6 de setembro de 2014

O papel do gestor de RH dentro das empresas

As constantes mudanças no mercado de trabalho fizeram também com que o perfil do profissional de Recursos Humanos mudasse, exigindo mais experiências na área. Atualmente, este profissional precisa ir além da contratação, dos cuidados coma área administrativa da empresa e da folha de pagamento, ele precisa atuar de forma estratégica e integrada aos objetivos da empresa. Os profissionais de RH precisam ter uma visão mais voltada ao crescimento da organização, entender como está o mercado em que a empresa atua e como promover ações que estimulem os colaboradores a produzir mais e com melhor qualidade. Lembrando que o mais importante é manter o espírito de liderança e unir a equipe em prol de resultados em comum. Um diferencial nessa área também, é falar uma segunda língua e possuir uma formação focada em gestão de pessoas. Quanto mais conhecimento o gestor tiver, melhor será sua atuação frente ao seu departamento, e isso garantirá melhor rendimento no trabalho. Sem contar é claro, que conhecer o mercado em que a empresa atua, conhecer os executivos e se inteirar de todas as áreas da empresa será um grande diferencial para conduzir a empresa de forma assertiva. Outra característica muito valorizada pelas empresas é a capacidade que o gestor tem de liderar uma equipe. Um bom gestor deve passar confiança e simpatia para sua equipe. É fundamental que seus colaboradores acreditem e apostem nas metas, valores e objetivos em que a empresa acredita. Fique atento também aos feedbacks vindos dos profissionais que atuam ao seu lado, isso pode contribuir para a melhoria do setor. E principalmente, motive os funcionários. Reconheça o trabalho realizado, ofereça planos de carreira, cursos e programas que possam influenciar na capacitação do profissional. O reconhecimento é a melhor maneira de manter uma equipe satisfeita com o trabalho. Fonte: O papel do gestor de RH dentro das empresas

domingo, 31 de agosto de 2014

Do que precisam as novas LIDERANÇAS?

Muito ouvimos falar dessa nova geração que chega aos postos de liderança cada vez mais rápido. Seguindo o movimento da globalização, tudo muito rápido! E agora, o que fazer? Essa geração precisa desenvolver a consciência que, retiramos da vida exatamente o que depositamos nela. Se depositamos dedicação, é isso que retiraremos. Já foi provado que Liderança pode ou não ser inata e, se não for, há formas de desenvolve-la, mas é necessário dedicação e interesse. Dá algum trabalho; não se engane, mas, o retorno compensa o esforço empregado. Liderança vai muito além da descrição do cargo ou da formação. É expressa em indicadores comportamentais, e esses indicadores podem variar de empresa a empresa, porém, o que não varia é um ponto fundamental que todos buscam.... saber lidar com pessoas, saber lidar com equipes, relações interpessoais. O líder é um visionário que precisa saber vender a sua equipe um sonho que, naquele momento, só é dele e da alta direção, e tem mais, precisa saber fazer com que a equipe sonhe esse mesmo sonho em conjunto. Precisa ser um verdadeiro Maestro! Steve Jobs disse isso de maneira memorável em seu discurso em 2005: “O líder tem que confiar que os pontos, de alguma forma, vão se conectar lá na frente, e precisa vender isso. Você tem que confiar em alguma coisa – seus instintos, seu destino, sua vida, seu karma, o que quer que seja. Esta forma de encarar as coisas nunca me deixou na mão, e fez toda a diferença na minha vida. A única maneira de fazer um trabalho fora-de-série é estar apaixonado pelo que faz. Se você ainda não encontrou sua paixão, continue procurando. Não se acomode.” E seus lideres, como estão? Será que eles estão atuando dessa forma?

sábado, 19 de abril de 2014

11 sinais de que você está desesperado na busca por emprego

Confira comportamentos que os recrutadores encaram como desespero na busca por uma oportunidade profissional e que podem prejudicar a imagem do candidato São Paulo – Superar uma movimentação de mercado desastrada ou o encerramento inesperado de um contrato de trabalho passa necessariamente pelo controle da ansiedade. Muita gente “peca” neste momento ao se entregar ao desespero durante a procura por uma nova oportunidade. E essas pessoas podem comprometer sua imagem, ao tomarem atitudes impulsivamente. Isso não significa que, ao menor sinal de desespero pela conquista de um novo emprego, o candidato será "limado" de um processo seletivo, explica Marcelo Olivieri, gerente executivo de vendas da consultoria de recrutamento Talenses. O risco está mesmo no comportamento que resulta dessa aflição. “A gente entende que é um momento complicado. Mas quando a pessoa não consegue se controlar, pode adotar comportamentos que deixam uma má impressão”, diz Olivieri. EXAME.com pediu ao headhunter que citasse quais são estas atitudes e comportamentos que deixam transparecer o desespero e em que medida elas podem comprometer o sucesso na conquista de uma nova oportunidade. Confira os sinais: 1 Você se candidata para posições muito abaixo da sua qualificação O primeiro indício de desespero por uma recolocação rápida ocorre já na escolha das oportunidades para se candidatar. “Quando a pessoa se candidata para posições muito inferiores ao seu nível de qualificação ou de remuneração é um indício de que está desesperada para conseguir emprego”, diz Olivieri. Do lado das empresas, o receio é que o candidato esteja adotando o lema “trabalho chama trabalho”. “Surge a insegurança em relação à permanência desse profissional, se ele vai ficar apenas até encontrar outra vaga”, diz Olivieri. 2 Você exagera para provar que é perfeito para aquela vaga Na ânsia de mostrar que é a pessoa certa para aquela oportunidade, o risco aqui é exagerar na hora de discorrer sobre seus predicados profissionais. “Às vezes, o profissional cita uma experiência específica e, quando a gente vai checar, não é bem assim como ele contou na entrevista”, diz Olivieri. Mentir é o que mais pode comprometer o candidato neste momento. É o inglês intermediário dito como fluente, é a participação em um projeto transformada em liderança informal, e por aí vai. “É um ponto mais subjetivo. Mas a gente percebe quando a pessoa tenta se vender de forma exagerada”, diz Olivieri. O risco é deixar de ser convidado para outros processos seletivos. “Muitas vezes, para aquela vaga ele não tem qualificação, no entanto, poderia ser convidado para outros projetos. Mas quem adota este tipo de atitude deixa o recrutador com pé atrás”, diz o headhunter. 3 Você é prolixo durante a conversa com o recrutador Transformar a entrevista de emprego em um monólogo sobre suas qualidades profissionais também é indício de desespero que os recrutadores notam, segundo Olivieri. “Muitas vezes são feitas perguntas objetivas ou até mesmo fechadas, com resposta sim ou não, mas o candidato aproveita a sua vez de falar para dizer outras coisas e acaba nem respondendo à pergunta”, diz Olivieri. 4 Você tenta convencer que é apto para a posição quando não é A falta de experiência e de qualificação está explícita no currículo, mas o candidato desesperado tenta convencer de que elas estão lá, em algum lugar da sua trajetória. “Por exemplo, a oportunidade é para vendas, o candidato tem currículo todo na área marketing e tenta convencer que deve ser considerado no processo porque tem as características para aquela posição”, diz Olivieri. Nesse momento, a luz vermelha se acende: mais do que uma transição de carreira, o profissional está buscando o que vier pela frente. “A gente vê que se fosse uma vaga pra engenharia, ele falaria a mesma coisa”, diz. 5 Você não aceita não como resposta Um indício muito comum de desespero, diz o headhunter da Talenses, é não receber bem o feedback de um processo seletivo quando ele é negativo. “Na hora de ligar para avisar que o candidato não foi selecionado para a posição, ele ainda tenta convencer de que está apto para a função. Isso é mal visto”, cita Olivieri. 6 Você diz na entrevista que precisa do emprego e pede ajuda O auge do desespero é dizer ao entrevistador que precisa muito do emprego e coroar a frase com um sonoro “por favor, ajude-me”. “A gente entende que é uma situação difícil, mas pedir ajuda é muito ruim e antiprofissional”, lembra Olivieri. 7 Você usa problemas pessoais para comover o recrutador Contas atrasadas, doença ou problemas na família são situações que tiram o foco de qualquer pessoa. Mas construir um discurso recheado de lamúrias e se colocar no papel de vítima só vai arranhar a sua imagem, segundo o especialista. “Tem candidato que usa problemas pessoais na tentativa de fazer com que o recrutador se sinta na obrigação de evoluir com ele no processo seletivo”, diz Olivieri. O especialista destaca que problemas pessoais só devem ser postos à mesa durante a entrevista quando fizerem sentido. “Por exemplo, se for uma posição que exija disponibilidade para viagens, faz sentido dizer que não está tão disponível porque tem um familiar que está muito doente”, explica. 8 Você liga insistentemente para o recrutador É interessante entrar em contato com o recrutador após a entrevista, mas tem gente que vai ao extremo da insistência. E quem faz isso acaba se “queimando”. “Já aconteceu de pessoas que me ligavam de duas a três vezes ao dia para saber se já havia resposta. Até mensagem por Whatsapp me mandavam”, conta Olivieri. O resultado de um processo seletivo envolve reuniões e decisões que um conjunto de pessoas, lembra o headhunter. “E, por isso, muitas vezes atrasa”, diz. Paciência é uma virtude, não se esqueça. 9 Você chega muito antes do horário da entrevista e já avisa que está lá Neste caso, trata- se apenas de um indício de ansiedade e não há nada que desabone o candidato, apenas pelo fato de chegar muito mais cedo à entrevista. “Às vezes a entrevista é às 14h e ao meio-dia a recepção já avisa que o candidato está esperando”, diz Olivieri. Para quem não quer correr o risco de atrasar e, por isso, prefere chegar bem antes ao local, Olivieri recomenda esperar um pouco antes de avisar a recepção. “O candidato pode aproveitar, para tomar um café”, diz. 10 Você deixa transparecer nervosismo fora do comum Ansiedade é comum, mas perder o controle emocional durante a entrevista só vai prejudicá-lo, segundo Olivieri. Mão trêmula, perna que não para de balançar, palavras que somem da mente são aspectos que deixam explícito o nervosismo. E quando as emoções passam do limite aceitável, o risco é não conseguir mostrar todo o seu potencial durante a entrevista. 11 Pressionar o recrutador após a entrevista A entrevista mal terminou e antes de estender a mão para o recrutador o candidato já quer saber se tem chances de aprovação. Está criada uma saia justa para o entrevistador. “Tem candidato que pressiona, quer saber se ele tem o perfil da posição e se será aprovado para a próxima etapa”, diz Olivieri. Por mais curioso que você esteja, vale lembrar que outras pessoas ainda podem ser entrevistadas o que pode permitir reviravoltas no processo. Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/11-sinais-de-que-voce-esta-desesperado-na-busca-por-emprego?page=2

quarta-feira, 16 de abril de 2014

PARA REFLETIR: Compromisso ou Comprometimento?

O texto abaixo é muito bacana no meu modo de pensar. Aproveito o mesmo e coloco uma questão para que todos reflitam, após a leitura do mesmo. E nós estamos compromissados ou comprometidos? Compromisso e comprometimento são coisas diferentes. As empresas não querem compromisso, querem comprometimento! O compromisso pode ser estabelecido pelo contrato de trabalho ou um pacto entre os membros de uma equipe; ele estabelece apenas o que deve ser feito. Comprometimento é engajamento, é um estado de espírito, reflete a garra e determinação com que as pessoas farão o que deve ser feito. Pessoas comprometidas não se contentam em fazer apenas o que se espera delas; elas querem fazer o melhor, superar a si mesmas. Quando estamos comprometidos, não vemos o tempo passar. Nos dedicamos por inteiro. Sentimos prazer em realizar tarefas e executar projetos. Comprometimento está intimamente ligado ao prazer. Ele nasce do entusiasmo e o alimenta ainda mais. Pessoas comprometidas são mais valorizadas. Na ausência do comprometimento, as pessoas não dão seu máximo, ao contrário, fazem o mínimo necessário, não desprendem esforços extras para a vitória da equipe; estão focadas em outras coisas. Comprometimento envolve consideração e respeito pelos colegas e pela atividade, considerando seus aspectos éticos, proatividade, cumprimento das metas e prazos, superação de dificuldades e prestação de contas no amplo contexto de suas responsabilidades. Seja comprometido. Seu comprometimento o levará aonde nenhuma outra competência poderá levá-lo sozinha. Um grande abraço e muito sucesso! Carlos Hilsdorf)

sábado, 22 de março de 2014

O TEMPO DE CADA COISA

Certa vez o Senhor do Tempo pediu a quatro homens que visitassem cada um uma estação de tempo e voltassem trazendo algo significativo. O primeiro disse sorridente: - Olhe esta cor linda que eu adiquiri no verão. O segundo disse exultante: - Eu trago flores da primavera. O terceiro mostrou muita alegria: - Experimente estas frutas que eu colhi no outono. O quarto disse feliz: - Eu trouxe gelo do inverno – no entanto quando abriu a sua mala, perceberam que nada havia dentro dela, pois o gelo derretera na viagem de volta. O quarto homem quis chorar de desgosto, os outros três riram dele. Ele ficou envergonhado e se desculpou com o rei, mas sua majestade falou. - Deixem as flores e os frutos aqui e todos vocês voltem amanhã. Eles voltaram e constataram que as flores estavam murchas. O rei pediu que retornassem dois dias depois, assim fizeram e perceberam que as frutas estavam podres. Se despediram com a ordem de que retornassem depois de três dias. Quando se encontraram perceberam que o homem que visitara o verão estava branco novamente, perdera a sua cor bronzeada. Então o rei explicou: - Cada tempo é um tempo. O gelo derrete a seu tempo, a flor murcha, a fruta apodrece, e a cor desaparece. Não se pode medir a importância de algo pela sua duração de tempo. Cada coisa na natureza tem o seu valor. Assim também é na vida humana. Um sentimento, um pensamento, um gesto não tem mais ou menos valor por causa da sua duração cronológica. Um beijo de um quarto de segundo pode ser tão verdadeiro ou falso quanto um abraço de 30 segundos. Um relacionamento de um mês não tem menor valor que um relacionamento de um ano por causa do tempo. Uma pessoa de 50 anos não é mais importante que uma de 5 meses. Uma vida que durou 10 anos não foi de menor importância que uma de 90 anos. O tempo não determina a importância de alguém, de um objeto ou de um evento. Uma palavra pode exercer tanto poder sobre alguém quanto uma palestra. Confia tudo a Deus, a sua vida inteira sem medida com toda a confiança, que nada lhe faltará! Não tente compreender a vontade e o tempo de Deus, pois sua grandiosidade não cabe em nosso entendimento... “BASTA CONFIAR, SABER ESPERAR E ELE AGIRÁ”

Por que o salário nunca é suficiente?

Mais um artigo interessante. Diria até necessário e de auto ajuda. A grande maioria dos brasileiros vive a situação de "gastar mais do que ganha" ( me incluo nessa, rsss) Por que o salário nunca é suficiente? Jerônimo Mendes - Ao longo de vinte e cinco anos de carreira, Jerônimo Mendes trabalhou em empresas como Kablin, Bamerindus, Brahma, Texaco, Volvo e CSN. É Professor Universitário, palestrante e administrador de empresas formado pela FAE - Faculdade Católica de Administração e Economia Milhares de profissionais acordam todos os dias e, contrários à sua vontade, seguem para o trabalho, onde, na maioria dos casos, vão fazer o que não gostam, sorrir para quem não querem e ganhar menos do que poderiam. Por outro lado, outros milhares acordam todos os dias e, contrários à sua vontade, correm para a próxima banca a fim de comprar o jornal para procurar emprego e enfrentar a fila da última vaga disponível, do qual, em muitos casos, ela existe porque alguém chegou à conclusão de que era melhor tentar um novo emprego, ou ainda porque foi disponibilizado para o mercado. Assim é o mundo corporativo. Existe sempre alguém disponível para ocupar a sua vaga pela metade do seu salário, portanto, mudar de emprego não basta. Reflita sobre os seus ganhos. Sai dissídio, entra dissídio, sai chefe antigo, entra chefe novo e, mesmo assim, você continua ganhando pouco. Vinte anos se foram na mesma empresa e você não foi reconhecido. Muitos vieram de fora e você não foi promovido. Qual a razão para isso? É muito simples. Mas antes, permita que eu compartilhe uma história que ocorreu comigo há muito tempo. Certa vez, tomei coragem e abordei o diretor da unidade onde eu trabalhava, numa grande companhia, e fui direto ao ponto: - Grande chefe, o meu salário não sobe faz muito tempo. O dissídio foi pouco e não resolveu o meu problema. Existe algo que possa ser feito por mim? Na época, eu ganhava um bom salário. Nada mau para quem saiu do interior, galgou a escada corporativa e, de emprego em emprego, foi melhorando. Mas, para minha surpresa, ele foi mais direto do que eu: - Grande Jerônimo! Como eu gosto de você e do seu trabalho, juro! Porém, deixa eu te dizer uma coisa: esse negócio de aumento é besteira, vai por mim. Eu, por exemplo, ganho quase 30 mil por mês e não me sobra nada. A única coisa que eu posso fazer é ajudá-lo com a rescisão e a multa do FGTS. Na hora, eu fiquei mudo e dei aquele sorriso infeliz, porém o fato me fez repensar a maneira de ver o problema. De lá para cá, prometi a mim mesmo que nunca mais pediria aumento de salário, mas faria de tudo para construir a minha própria renda. Ele não deixava de ter razão, pois o importante não é quanto você ganha, mas como você gasta e administra a parte que lhe cabe. O maior erro que se pode cometer é não saber viver com o salário que se recebe e, por conta dos “brinquedinhos” que a mídia vincula diariamente na sua mente e na mente dos seus filhos, você acaba levando uma vida de empréstimos e mais empréstimos e faz do cheque especial a extensão do seu salário. É necessário muito amor e equilíbrio para resolver o problema da falta de dinheiro na família. O salário nunca será justo e suficiente para as suas necessidades e você está sempre querendo mais, pois a despesa cresce na mesma proporção da sua receita. De fato, 5% de dissídio ou 10% de meritório não vão resolver a sua vida. Entretanto, greve, pressão, cara feia, conversa séria com o chefe e, até mesmo, um novo emprego não serão suficientes para amenizar a insatisfação, se você não praticar uma virtude essencial para o sucesso na vida pessoal e profissional: DISCIPLINA. Sem disciplina, não importa se você ganha salário mínimo ou dez mil reais por mês, você será eternamente infeliz. Por essa razão, é que testemunhamos diariamente na mídia, pessoas sorridentes que ganham de um a três salários por mês e pessoas extremamente vazias e infelizes que ganham salários astronômicos, do qual os primeiros nem imaginar conseguir durante uma vida inteira de trabalho, e mesmo assim são felizes. Nas palavras de Henry Ford: “se o dinheiro for a sua única esperança de vida, você jamais a terá. A única segurança consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência”. Penso que a maneira mais fácil de conseguir aumento de salário é fazer algo diferente e produtivo, principalmente quando você constrói o próprio negócio e torna-se um empregador por excelência. Não reclame do patrão nem do salário, pois é deselegante e antiético. Legal mesmo é perseguir os sonhos e uma renda maior de outra forma, com cabeça, coração e criatividade. Há um provérbio iídiche que diz o seguinte: “com dinheiro no bolso você é bonito, inteligente e sabe até cantar”. Portanto, pense nisso! Seja disciplinado, poupe mais, construa a renda ideal, sofra menos e seja feliz!

Em busca do emprego ideal

Há trinta anos eu consegui o meu primeiro emprego como Auxiliar de Escritório I na Klabin do Paraná, uma gigante do ramo industrial papeleiro, instalada na cidade onde eu morava. Meus pais se aposentaram na empresa e minha irmã do meio trabalha lá até hoje. Aliás, na época, quase toda a cidade havia passado pela Klabin. Ter a carteira assinada pela maior empregadora do município era o sonho de consumo da população local. O primeiro emprego a gente nunca esquece. Eu tinha o melhor salário do mundo, um ótimo chefe, mesa exclusiva e companheiros inesquecíveis. Eu não reclamava das botas com biqueira de aço, das babadas inesquecíveis do chefe (um verdadeiro paizão), de bater cartão-ponto às sete e trinta e seis da manhã, do trabalho extra nem das longas idas e vindas pelas obras e pelo escritório central a pé durante o dia todo mesmo sabendo que à noite haveria uma jornada cansativa de estudos para cumprir. O que era importante na época? Eu tinha crachá, símbolo de dignidade, segurança, status, respeito e um pacote considerável de benefícios para a minha idade. Quando eu passei no exame da Escola Técnica e pedi demissão, três anos depois, o chefe deu a maior força e ainda datilografou uma carta de referência, meu pai vibrou e naquele momento eu tinha certeza de estar no caminho certo. Diferente dos demais, minha mãe se fechou no quarto e chorou ao imaginar que eu pudesse ficar pelo menos trinta anos no que ela dizia ser o emprego ideal. Entretanto, minha intuição dizia que as oportunidades não surgem em nossa vida por acaso e que o emprego ideal não viria sem estudo, determinação e novas experiências. Com muito jeito para convencê-la e uma decisão irrevogável, eu deixei o interior para tentar a vida na capital, em busca do emprego ideal, a exemplo de outros milhares de jovens desse país. O sonho de construir uma carreira brilhante e encontrar o verdadeiro eldorado profissional numa cidade grande foi aplacado temporariamente no mesmo instante em que encontrei o primeiro chefe inescrupuloso. Entretanto, por trás das adversidades existem oportunidades disfarçadas. No auge da minha impetuosidade juvenil, as adversidades sempre me conduziram para ambientes mais promissores e aos poucos eu fui galgando a escada corporativa. Por conta disso, abandonei o meu primeiro emprego na capital quando surgiu outra oportunidade melhor. Em trinta anos de história profissional eu mudei oito vezes de empresa e nunca encontrei o emprego ideal, por uma simples razão: ele não existe. Em todas as profissões, ocupações e gerações, a busca incessante do ser humano por uma zona de conforto maior do que sua própria natureza lhe proporciona o transforma num eterno descontente. Particularmente, me angustio quando vejo pessoas sendo estimuladas a procurar o emprego ideal como se isso dependesse exclusivamente da boa vontade de cada um. A natureza humana é insaciável. Quando uma necessidade é atendida, outra surge imediatamente em seu lugar, uma verdade perfeitamente compreensível que contribui para o processo de evolução pessoal e profissional. Cursos, diplomas, treinamentos, apadrinhamentos ou aconselhamentos de qualquer natureza não poderão ajudá-lo a encontrar o emprego ideal enquanto você estiver condicionado a associar dinheiro ao sucesso ou sobrevivência ao dinheiro de maneira automática. Ao contrário, o emprego ideal está diretamente associado ao sentido de realização e ao gosto pela vida. São poucos os casos de pessoas dispostas a abrir mão de um bom salário ou de um ótimo cargo, bem como dos seus respectivos benefícios, para se dedicar a projetos mais nobres, talvez menos rentáveis, porém mais alinhados com a sua vocação original. Em geral, isso ocorre quando a pessoa já sacrificou parte da vida e da saúde numa corrida desenfreada pelo dinheiro. A partir do momento em que você toma consciência da importância do trabalho na sua vida, você passa a sonhar com o emprego ou com a profissão ideal e, automaticamente, o desejo é transformado em objetivo de vida. Entretanto, ainda que você não o coloque no papel e não estabeleça metas para alcançá-lo, seja por conta própria ou como empregado, ele permanece no inconsciente pronto para pressioná-lo ao menor sinal de descontentamento. Não acredita? Aguarde a próxima discussão com o chefe, o próximo extrato bancário ou o próximo comprovante de pagamento. O emprego ideal depende de uma série de fatores positivos que apenas o tempo, transformado em experiência de vida, é capaz de proporcionar. Por essa razão, os empregos são transitórios, nossos objetivos estão sempre além do que já foi alcançado e vivemos imaginando que o emprego dos outros é melhor do que o nosso. Por essa razão também existe sempre um substituto pronto para ocupar o seu lugar, pois, enquanto você está cobiçando o cargo do chefe, alguém está cobiçando o seu. Meu pai trabalhou trinta anos na mesma empresa e não encontrou o emprego ideal. Eu passei por oito e continuo firme no propósito de consegui-lo, porém acredito ter encontrado o caminho: foco, determinação e muita persistência. Conheço dezenas de profissionais que passaram dos sessenta anos e ainda não sabem o que fazer da vida e outros milhares que continuam esperando a aposentadoria para então se dedicar ao emprego ideal. Mudar de emprego não basta, é necessário encontrar-se interiormente, ser menos crítico, mais decidido, menos ansioso, estabelecer metas e preparar-se definitivamente para alcançá-las. Quando se sentir ameaçado, desmotivado e infeliz com o cargo e o salário, basta comparar o estágio alcançado com o dos demais da sua geração e você verá que a situação não é tão ruim quanto parece. O primeiro passo indispensável para conseguir o emprego ideal é decidir o que você quer da vida. Como dizia Martin Luther King, “Dê o primeiro passo com fé. Você não precisa ver toda a escada, apenas suba o primeiro degrau.” Creio que mais importante do que encontrar o emprego ideal é nunca deixar de persegui-lo. Pense nisso e seja feliz! Jeronimo Mendes Consultor e Palestrante nas áreas de gestão, comportamental e mundo corporativo em geral. Livros Publicados: - Oh, Mundo Cãoporativo! (Qualitymark) - O Encontro das Estrelas (Canção Nova) - Benditas Muletas (Vozes)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Criticar é fácil. Difícil é mudar nosso comportamento

Vi esse material nos grupos do linkedin e achei muito interessante. por isso o repasso a vcs. O tema era “comportamentos anti-sociais”. Pequenos danos que cometemos em relação ao meio-ambiente e em relação às outras pessoas: jogar lixo fora do lixo; cuspir no chão; empurrar as pessoas sem pedir licença; furar fila; falar alto demais em ambientes públicos; emprestar e não devolver, etc. Durante a aula, os meus alunos de antropologia da universidade federal em que eu lecionava, criticavam as pessoas que não respeitam o meio-ambiente. Criticavam os sem sensibilidade em relação a seus semelhantes e diziam até mesmo ter vontade de ir embora do Brasil por tanta falta de respeito que viam todos os dias. Chegou a hora do intervalo. Sem que meus alunos de antropologia soubessem, pedi a alunos da psicologia comportamental que observassem esses mesmos alunos na cantina da universidade. Na volta à classe, pedi aos alunos de psicologia que relatassem o que haviam observado. Surpresos, meus alunos foram acusados, um a um, de terem jogado lixo fora do cesto de lixo; cuspido no chão; colocado os pés na parede recém pintada da cantina; furado fila; perturbado o ambiente; etc. Quando perguntei aos alunos “infratores” o que eles tinham a dizer, disseram: “ - Não sabíamos que estávamos sendo observados...”. Em seguida, a nossa discussão foi sobre as razões pelas quais criticamos tanto alguns comportamentos e atitudes e em seguida fazemos as mesmas coisas que acabamos de criticar. E não é assim em nossa vida e em nossa empresa? Criticamos o mau atendimento que recebemos como clientes e oferecemos aos nossos clientes um atendimento sofrível. Criticamos a qualidade dos produtos que compramos e não damos a devida atenção à qualidade do que produzimos. Reclamamos de nossos clientes que atrasam o pagamento e somos conhecidos por atrasar o que pagamos. Criticamos os fofoqueiros e falamos mal dos outros o tempo todo. Criticamos os que não cumprem prazos e horários e falhamos com as nossas mais simples obrigações. Criticamos os mentirosos e muitas vezes faltamos com a verdade. Por que tanta incoerência? Criticar é fácil. Acusar é fácil. Apontar os erros alheios é fácil. O difícil é mudar o nosso comportamento. O difícil é ser coerente. O difícil é fazer certa a nossa parte. O difícil é começar a reformar o mundo e a humanidade a partir de nós mesmos. Pense nisso. Sucesso!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O Piquenique das tartarugas

O Piquenique das tartarugas Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram sete anos para prepararem-se para seu passeio. Finalmente a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado. Durante o segundo ano da viagem encontraram um lugar ideal! Por aproximadamente seis meses limparam a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos. Então descobriram que tinham esquecido o sal. Um piquenique sem sal seria um desastre, todas concordaram. Após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar em casa e pegar o sal, pois era a mais rápida das tartarugas. A pequena tartaruga lamentou, chorou, e esperneou. Concordou em ir mas com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse. A família consentiu e a pequena tartaruga saiu. Três anos se passaram e a pequena tartaruga não tinha retornado. Cinco anos... Seis anos... Então, no sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha não agüentava mais conter sua fome. Anunciou que ia comer e começou a desembalar um sanduíche. Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou, Viu! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora que eu não vou mesmo buscar o sal. Descontando os exageros da estória, na nossa vida as coisas acontecem mais ou menos da mesma forma. Nós desperdiçamos nosso tempo esperando que as pessoas vivam à altura de nossas expectativas. Ficamos tão preocupados com o que os outros estão fazendo que deixamos de fazer nossas próprias coisas.

O melhor video motivacional de todos os tempos

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Os sinais de desmotivação no trabalho

Os sinais de desmotivação no trabalho Esta situação pode decorrer de um aspecto interno, a falta de entusiasmo; ou externo, a falta de reconhecimento. O entardecer do domingo oferece uma sensação de angústia diante do início de mais uma semana de trabalho que se avizinha. Você logo imagina o desconforto de levantar-se cedo e encarar um pesado trânsito – ou transporte público lotado – até sua empresa, onde reencontrará colegas com os quais mantém um relacionamento superficial, caixa de entrada cheia e reuniões intermináveis que parecem não levar a ações concretas. Um almoço insípido, alguns telefonemas e uma eventual discussão podem completar uma rotina que se estenderá até a sexta-feira ou o sábado, quando finalmente a alegria se manifestará com uma pausa em suas atividades profissionais. Se você se identifica com o cenário acima é porque sinais de desmotivação bateram à sua porta. Você se sente desanimado com tudo, sem notar que animus representa o princípio espiritual da vida, do latim anima, ou o sopro de vida. Assim, estar desanimado é estar sem alma, sem espírito, sem vida... Basicamente, esta situação pode decorrer de um aspecto interno, a falta de entusiasmo, ou externo, a falta de reconhecimento. A perda de entusiasmo é um processo endógeno, ou seja, inerente a você. Ela parte de dentro para fora e pode ser consequência de diversos fatores. Primeiro, de um trabalho desalinhado com seus propósitos, em especial missão e visão. Se a sua atividade não guarda sinergia com os objetivos que você determina para seu futuro, é natural que gradualmente o interesse se desvaneça, porque você não enxerga sentido no que faz. Além disso, há que considerar a influência do ambiente de trabalho – coisas e pessoas. Uma infraestrutura inadequada, formada por equipamentos ultrapassados, que comprometem um bom desempenho profissional, associada a um clima de trabalho tenso em virtude de desarmonia com os colegas, certamente prejudicam seu estado emocional. Outra variante possível é o que denomino de “síndrome da cabeça no teto”. Isso acontece quando mesmo dispondo de boa infraestrutura, clima organizacional favorável e atividade sintonizada com seus objetivos pessoais, a empresa mostra-se pequena para seu potencial. Neste contexto, você se sente maior do que a estrutura que lhe é oferecida e percebe que seu crescimento está ou ficará limitado. Todas estas circunstâncias conduzem a um crescente desestímulo. A apatia floresce, o desalento toma conta de seu ser e o entusiasmo se despede. E quando remetemos à raiz grega da palavra entusiasmo, que significa literalmente “ter Deus dentro de si”, compreendemos a importância de cultivá-lo para alcançar o sucesso pessoal e profissional. Já a falta de reconhecimento é uma vertente exógena, ou seja, dada de fora para dentro. Em maior ou menor grau, todas as pessoas precisam de doses de reconhecimento. Aqueles dotados de uma autoestima mais elevada conseguem saciar esta necessidade individualmente. Porém, em especial no mundo corporativo, espera-se que nossos pares, e mais ainda, os superiores hierárquicos, demonstrem reconhecimento por nossos feitos, seja como identificação ou por gratidão. Este reconhecimento pode vir travestido por um sorriso ou um abraço fraterno, congratulações públicas ou privadas, recompensa financeira ou promoção de cargo. Mas é fundamental que se demonstre, pois funciona como combustível a nos mover em direção a novas realizações, maior empenho e satisfação. Em regra, note que aplacar os sinais de desmotivação depende exclusivamente de você. Em princípio, esteja atento para identificar estes sinais. Em seguida, procure agir para combatê-los. Isso pode significar mudar ou melhorar o ambiente de trabalho, buscar relações mais amistosas com seus colegas, alterar sempre que possível sua rotina, perseguir novos desafios, estreitar o diálogo com seus supervisores. E, num extremo, até mesmo mudar de organização se preciso for, planejando sua saída com consciência e racionalidade. Tom Coelho - consultor, professor universitário e palestrante. Diretor da Lyrix Desenvolvimento Humano, Diretor Estadual do NJE/Ciesp e VP de Negócios da AAPSA. site: www.tomcoelho.com.br.

sábado, 23 de março de 2013

POR QUE O SEU CURRÍCULO VAI PARA O LIXO

OS 7 ERROS DE UMA CANDIDATURA A EMPREGO LIXO: NÃO DEIXE QUE ESTE SEJA O DESTINO DO SEU CURRÍCULO (FOTO: SHUTTERSTOCK) Com a facilidade de comunicação de hoje, é comum um gestor de uma empresa receber dezenas de currículos por mês. De um lado, esses currículos são uma benesse – dá para montar, com baixo custo, um arquivo de gente talentosa, para o caso de surgir (ou ser fabricada) uma oportunidade. De outro lado, é uma perda de tempo, pela quantidade de gente que não sabe dizer a que veio (ou, no caso, por que quer vir). Como a maioria dos gestores não tem muito tempo para ficar lendo currículos, exponho aqui as regras práticas que diferenciam bons e maus currículos. Retirei-as de várias leituras – e da minha própria experiência como diretor de revista, de receber currículos por email. 1. Mensagem genérica vai para o lixo genérico. Eu sei que é duro gastar tempo formulando uma mensagem para cada destinatário. Se você está procurando emprego, é bem mais fácil dizer quem você é e o que sabe fazer para um monte de gente – e esperar pelas respostas dos que se interessarem. Mas esse é o jeito errado de cativar um potencial empregador. Na maioria dos casos, o empregador espera não apenas que você queira trabalhar, mas que você queira trabalhar ali, naquela empresa. Ninguém quer contratar alguém para quem tanto faz trabalhar no grupo A, B ou C... mas é exatamente essa a mensagem que você passa quando envia um currículo genérico. Portanto, a sua proposta de trabalho deve ser dirigida especificamente àquela empresa, ou até àquela pessoa com quem você quer trabalhar. 2. Títulos têm de vir com o texto, também. O currículo que as pessoas costumam enviar ainda é o modelo do século XX: os títulos que elas tiveram nas empresas anteriores e as titulações de faculdade. Não é mau ter isso, ao contrário. Mas o título é só um prenúncio. O que importa é o que você fez com a sua suposta capacidade (aferida pelo título). Portanto, além de dizer que foi gerente da operação tal e qual, é preciso dizer que projeto você liderou como gerente, que resultado alcançou, que dificuldades removeu. De preferência coisas que mostrem que o seu passado preparou você para esse trabalho que você se propõe a fazer na nova empresa. 3. Passado serve para prever o futuro. Nunca menospreze as suas experiências anteriores. Elas são a sua vida, e ajudaram você a ser o que você é. Mas não ache que elas significam a mesma coisa para quem recebe o seu currículo. Cabe a você explicar por que aquela sua experiência pode ser útil no trabalho que você está propondo fazer. “Eu servi na guerra do Afeganistão” não me induz a querer contratá-lo. “Eu recebi medalha por ter servido na guerra do Afeganistão”, tampouco. “Eu recebi medalha por ter liderado exemplarmente um grupo de 12 pessoas, treinadas por mim durante um ano para sobreviver a duríssimas condições” já é um começo de melhora. “Minha experiência de liderança no Afeganistão, quando nossa equipe salvou a vida de uma aldeia sob ataque, me faz crer que posso dar uma contribuição ao problema de logística da sua empresa” tem muito mais chance de chamar a atenção. 4. Se você quer ser reconhecido, reconheça. Além de dizer claramente por que você pode ser útil à empresa, diga por que você acha que a empresa pode ser útil a você. Não, não é o pagamento de salário nem benefícios. Isso é o básico. É dizer o que você admira na empresa, nas pessoas que trabalham lá, no produto ou serviço feito ali. Não se trata de bajular. É um modo de dizer que você valoriza certas coisas e quer estar ligado a elas. Pense num namoro. Ele começa com uma troca de informações: eu sou assim, acredito que você seja assado, acho que nós teríamos uma boa química juntos. As três partes são importantes. Dizer o que você é capaz de fazer, dizer o que você admira na empresa e falar o que você espera que a união produza, ou como você pode se encaixar na empresa. 5. Sua mensagem tem de ser 3C. Seja claro, seja conciso, seja correto. Assuma que o gestor tem pouco tempo. Para que ele se disponha a ler sua mensagem, você tem de alguma forma chamar a atenção. Em geral, as pessoas apelam para a piedade: preciso de um emprego. A melhor forma é comunicar que você pode resolver um problema da empresa (a sua proposta). Além de claro, seu texto deve ser curto. Você não precisa contar todas as coisas interessantes que fez na vida – apenas aquelas que sustentem a sua capacidade de realizar aquela proposta. É melhor deixar o seu alvo com vontade de saber mais do que enfadado com a quantidade de informações que você deu. Cuide também da correção. Nada de exageros, nada de assumir responsabilidade individualidade por projetos que eram de grupo. Quando descoberta, a falsidade conta muitos pontos negativos. E, finalmente, cuide da linguagem. Erros de português fazem desconfiar da sua proficiência não só na língua, mas até na sua especialidade. Não é só isso: redundâncias (a prática de dar a mesma informação várias vezes) e rodeios (a prática de falar muito e dizer pouco) acendem a desconfiança de que você enrola mais do que produz. Eis outro motivo para manter seu texto curto: recado mais direto, menos chance de errar. 6. Quando possível, prove. Seja específico nas suas realizações, e sempre que possível indique como a pessoa pode checar a sua contribuição. Isso dá credibilidade ao seu currículo. 7. Sua meta não é um trabalho. O objetivo da sua mensagem não é conseguir um emprego ou um trabalho. Ninguém fecha um contrato com base numa mensagem. Seu objetivo é conseguir estabelecer uma comunicação. De preferência, avançar para um contato pessoal. Por isso, faça uma mensagem curta – mas que abra um canal. Até mesmo um retorno negativo pode ser útil, se ele vier com uma crítica sobre a sua proposta. Essa resposta pode ajudar você a melhorar a sua próxima “venda”.

sábado, 12 de maio de 2012

10 Coisas Para Aplicar Hoje E Ser Um Líder Melhor Listadas abaixo estão 10 coisas que você pode fazer e que podem transformá-lo num executivo melhor. Escolha uma. Aplique hoje. Selecione outra para amanhã. Em 2 semanas você será um executivo melhor. 1. Selecione os melhores Como executivo, você é tão bom quanto os integrantes do seu time. Ofereça a si mesmo melhores chances de alcançar sucesso selecionando os melhores, sempre. 2. Seja um incentivador Nós humanos fazemos coisas porque queremos. Algumas vezes fazemos coisas porque as consequências de não querer fazer algo são desagradáveis. Entretanto, a maior parte do tempo queremos fazer coisas por aquilo que conquistamos através delas. Não é diferente no trabalho: as pessoas fazem um bom trabalho ou pelo salário, ou pelo prestígio, ou pelo reconhecimento. Fazem um mau trabalho porque querem moleza (e ainda assim receber no final do mes). Trabalham duro porque querem impressionar alguém… Portanto, para melhor motivar sua equipe, descubra o que eles querem e como você pode lhes dar isso ao fazer o que você quer que eles façam. 3. Desenvolva o Espírito de Equipe Não é suficiente que as pessoas estejam motivadas para alcançar êxito no trabalho. Elas precisam trabalhar em equipe para atingir o objetivo do grupo. Afinal de contas, se queremos apenas que todos façam suas tarefas isoladamente, não precisamos que você atue como gerente para moldá-los num time de alta-performance, certo? 4. Seja um líder, não apenas um gerente Você montou o melhor time possível a partir das melhores pessoas disponíveis. Você os motivou a dar o melhor de si. O que falta? Incentivar um time de nada vale a não ser que você proporcione direção, a não ser que você transforme toda essa motivação numa meta a ser conquistada e lidere a equipe em direção a ela. É a habilidade de liderar os demais que verdadeiramente separa um gerente de seus pares. Lembre-se que líderes são encontrados em todos os níveis da organização, portanto seja um deles. 5. Melhore como comunicador Talvez comunicação seja isoladamente a habilidade mais importante de um gerente. Afinal de contas, todas as demais dependem dela. Você não pode ser um líder se não conseguir comunicar a sua visão. Você não pode motivar pessoas se elas não entenderem o que você quer. Habilidades de comunicação podem ser aprimoradas através da prática. 6. Seja melhor na gestão de recursos financeiros Para permancer num negócio, a empresa precisa dar resultados. Isso significa trazer dinheiro para dentro e significa gastar menos daquilo que você traz. Dependendo de sua função na companhia, você pode ter mais influência num desses dois aspectos, mas você precisa entender ambos. Você pode ajudar sua organização, seus funcionários e a si mesmo melhorando suas habilidades em gerir os recursos financeiros da empresa. Não se sinta desconfortável com números ou pelo fato de se tratar de matemática (arghhh!). Comece já a aprender mais sobre gestão financeira. 7. Seja melhor na administração de tempo Provavelmente a única coisa no trabalho que você terá menos que dinheiro é tempo. Quanto melhor você ficar em gestão de tempo – o seu e o dos outros - mais eficaz você será como gerente. 8. Aprimore-se Não permita que o intenso foco sobre seu time faça com que você se esqueça de si mesmo. Identifique as áreas nas quais você tem oportunidades e aprimore-as. O simples fato de você estar lendo este post mostra que você entendeu o conceito. Você precisa agora colocá-lo em prática. 9. Aplique ética na gestão Escândalos do tipo Enron / Banco Santos internalizaram definitivamente a questão do quanto é importante a ética no mundo corporativo. 10. Dê um tempo Você é um executivo menos eficaz se estiver super estressado. Você fica menos tolerante. Você fala rispidamente com as pessoas. Ninguém quer ficar perto de você. Dê um tempo. Se dê uma chance de relaxar e recarregar as baterias. Sua produtividade mais alta ao retornar vai mais do que compensar o tempo que utilizou para uma escapadela. Dê boas gargalhadas ou vá descansar numa praia em algum ponto do litoral. No final das contas… Liderança é uma habilidade que pode ser aprendida. Você pode melhorar como executivo dedicando-se todo dia a ser melhor. Marque esta página como uma de suas favoritas e volte todos os dias durante as próximas 2 semanas. Se você selecionar um tema a cada dia e trabalhar nele para se aprimorar, você será um executivo melhor antes mesmo de se dar conta. E veja bem: os outros também vão perceber isso. E se quiser ir mesmo a fundo, pense na possibilidade de contratar um coach executivo. Conte comigo, Pablo Aversa

domingo, 25 de março de 2012

Por que as pessoas deixam as empresas?

Olá a todos!

tava lendo a pesquisa abaixo que recebi e achei muito interessante. Gostaria de dividi-las com vocês.

Segundo recente pesquisa da HayGroup (agosto/2011) as pessoas deixam as empresas pelos seguintes motivos:

1) Falta de clareza da estratégia;
2) Falta de liderança ou supervisão "pobre";
3) Monotonia ou falta de desafios;
4) Oportunidades limitadas de crescimento, de treinamento e desenvolvimento;
5) Falta de "encantamento";
6) Baixas expectativas e padrões em relação a posição que ocupa;
7) Colegas de trabalho menos capacitados ou ineficazes;
8) Burocracia excessiva;
9) Falta de equilibrio entre trabalho e vida pessoal;
10) Pacote de remuneração não competitivo, falta de reconhecimento por desempenho;
11) Localização da empresa.

alguns itens que na minha opinião não estão dentro de muitas organizações e que nos levam a falta de motivação depois de algum tempo e que foi respondida quanto a pesquisa:


1) Falta de clareza da estratégia: Se a estratégia não estiver clara fica muito difícil conseguir observar os demais itens.

4) Oportunidades limitadas de crescimento, de treinamento e desenvolvimento: As organizações que pretendem reter talentos, precisam investir muito mais em treinamentos, oportunidades internas. Falta tempo para treinamento e desenvolvimento? onde esta o planejamento? não dá para cobrar resultados se não houve investimentos internos.

8) Burocracia excessiva: acredito eu que este item é um dos que mais acontecem nas organizações. porque para algumas 'situações' essa burocracia não existe e para outros tão mais simples existe esta demora exagerada em resolvê-las? falta para os tomadores de decisão participarem mais dos acontecimentos cotidianos nas empresas, falta andarem pela linha de produção para sentirem que não é preciso apenas receberem e mal lerem os "resultados fantásticos" ou nossa "caiu o faturamento?" porque? falta de tempo para isso? não. falta de enxergarem de maneira mais holística a organização como um todo e não como uma mera sala com mesa, cadeira, e modernos telefones.

espero não ter exagerado é apenas uma pesquisa com minha opinião.

abraço a todos.