sábado, 22 de março de 2014

Liderar para cima é uma arte

Liderar para cima é uma arte Dave Ulrich afirma que a boa liderança é aquela que inspira, empolga, envolve e dá autonomia Por FERNANDA BOTTONI Dave Ulrich, um dos maiores especialistas em gestão de pessoas do mundo, acredita que alguns líderes tenham perícia e sabedoria para influenciar seus próprios chefes. Professor de negócios da Ross School of Business , da Universidade de Michigan, e co-fundador do Grupo RBL, consultoria que presta serviços aos maiores executivos de RH do mundo, ele já publicou mais de 100 artigos e 20 livros sobre o assunto. Em seu mais recente trabalho, O Código da Liderança (Editora BestSeller), escrito em parceria com Norm Smallwood e Kate Sweetman, o guru americano afirma que a boa liderança é aquela que inspira, empolga, envolve e dá autonomia. De acordo com ele, um dos maiores erros que os líderes cometem hoje em dia é o de se tornarem orgulhosos e arrogantes, quando deveriam ser humildes e abertos para aprender. Veja o que ele diz a seguir, em entrevista exclusiva concedida a VOCÊ S/A. Um grande líder consegue liderar o chefe? Gerenciar os superiores é uma arte. Ela exige que o subordinado saiba exatamente do que o chefe precisa e saiba também demonstrar que pode ajudá-lo a alcançar o que quer. A influência de baixo para cima não se dá por cargo ou tempo de empresa, mas por perícia e sabedoria. Quando o subordinado consegue fazer o gestor atingir seus objetivos, ele se torna uma influência positiva. Essa tarefa muitas vezes exige humildade, para não assumir o crédito pelo trabalho que é realizado. Qual é o desafio número 1 na liderança? E seu maior inimigo? A liderança está relacionada à construção da próxima geração de líderes e à garantia de que os potenciais líderes tenham aptidões e capacidades sob medida para o futuro, mais do que para o presente. Para isso, é preciso que o líder se cerque de pessoas diferentes dele. É tentador e fácil para um líder rodear-se de gente que pensa e age como ele, mas isso não cria sucessores. Os líderes também devem tomar cuidado para se cercar de indivíduos muito talentosos. Às vezes isso significa mais diálogo, debate, discórdia e discussão, mas essa mistura é que leva aos melhores resultados no longo prazo. Quais são os erros mais comuns que os grandes líderes cometem? Eu destaco três. Primeiro, eles esperam que o futuro seja como o presente. Marshall Goldsmith e outros falam que o que trouxe você até aqui não vai levá-lo até lá. A afirmação é muito verdadeira. Muitas vezes o que ajudou um profissional a ter sucesso no passado não é o que será crítico para ele no futuro. O segundo é o líder se tornar orgulhoso e arrogante, quando deveria ser humilde e aberto para aprender. Isso ocorre quando o líder começa a se concentrar em si mesmo mais do que nos outros, quando fica fechado para novas ideias, quando tem mais respostas que perguntas, quando está mais preocupado com o consumo do que com a produção e quando seisola em vez de se conectar com os principais interessados. Esse comportamento gera mau julgamento e más decisões. Por fim, o terceiro erro é o de esquecer que, por definição, a liderança é um esporte de equipe. Não é individual. A liderança não é apenas o que eu faço, mas o que eu consigo realizar com os outros e por meio deles. Fazer com que as pessoas se sintam bem com seu trabalho é crítico na liderança. Qualquer pessoa pode desenvolver as cinco regras para liderar que o senhor menciona em seu livro? Acreditamos que as pessoas têm predisposições, ou coisas pelas quais elas são mais atraídas. Por exemplo, eu sou mais predisposto a trabalhar em questões estratégicas. Mas as pessoas podem aprender técnicas que lhes permitam participar plenamente de todos os cinco domínios da liderança. Eu posso aprender a gerenciar melhor os talentos ou a desenvolver o capital humano. A pesquisa sobre liderança mostrou que metade dessa capacidade é inata, é a nossa predisposição. A outra metade representa coisas que podemos aprender e dominar. Que perguntas um profissional pode fazer para si mesmo para se tornar um bom líder? Ele deve se perguntar primeiramente se realmente quer liderar. A liderança tem um preço. Ela exige o abandono da autonomia pessoal e de alguns relacionamentos. Também pode exigir o aprendizado de novas técnicas que estão fora da sua zona de conforto. Pode ainda pedir que o profissional assuma riscos pessoais e profissionais. Depois, a pessoa deve se perguntar quais são suas forças e fraquezas na liderança. Que dimensões da liderança ocorrem mais naturalmente para ela? Quais são as áreas em que pode ter sucesso gastando menos energia? Por fim, é preciso se perguntar quais são os resultados que mais deseja obter. Quem são as pessoas que me seguem como líder? Como posso garantir que meu trabalho supra as necessidades e expectativas dessas pessoas? E qual é o oposto de liderança? Pergunta capciosa. Não é o acompanhamento, porque os seguidores fazem os líderes terem sucesso, e vice-versa. Também fazemos distinção entre o líder como indivíduo e a liderança como uma capacidade dentro da empresa. No entanto, essas são extensões da liderança. O oposto de liderança, provavelmente, é a falta de objetivos e a inércia. Leitura O novo livro de Dave Ulrich, professor de administração da Universidade de Michigan, traz cinco regras básicas e essenciais para se tornar um bom líder

O Verdadeiro Papel Do Rh

“Urge liquidar o RH centrado em atividades e abraçar a causa de um RH de resultados”. Eugem Emil Pfister – sociólogo e consultor Conforme publicado na revista VOCÊ S/A, edição nº 88 de outubro/2005, o site da VOCÊ S/A durante dez dias fez uma pesquisa para saber o que seus leitores pensam a respeito da área de RH da empresa onde trabalham, das quais, seleciono aqui três questões: Uma “Você sabe qual o papel do RH da sua empresa?” – 61% responderam: “Não, o RH é lento, perdido e não cumpre seu papel”. Outra pergunta foi “Você considera o RH da sua empresa estratégico?” – 47% responderam: “Não, eles não são uma área estratégica e não têm a mesma importância de outras áreas”. E a última pergunta “O RH da sua empresa tem voz ativa?” – 42% responderam: “Não, o RH não tem voz ativa”. Isto é só uma amostra, mas reflete a realidade de uma grande parcela das organizações sejam elas pequenas, médias ou grandes. Ou seja, falta foco, falta estratégia, falta planejamento e alinhamento de ações voltadas para os objetivos organizacionais. É preciso mudar o quadro dentro das organizações. Os empresários precisam cobrar do RH uma nova postura frente aos desafios que cada organização vive e enfrenta em seu dia-a-dia. Por outro lado, os profissionais da área de RH devem entender o mundo globalizado em que estamos vivendo e, que nos é cobrado um novo comportamento, uma nova maneira de trabalhar e produzir. O RH deve ter objetividade. Deve ter como foco, a melhora contínua do clima organizacional para que os colaboradores atinjam seus resultados, suas metas. Outro papel do RH é a busca constante da valorização dos colaboradores, através do crescimento das pessoas na organização. E neste propósito, o RH deve colocar claramente aos colaboradores que não conseguem crescer e serem promovidos, suas reais razões. O que temos visto como políticas de RH em muitas organizações são: jornais internos, festas de confraternização ao final do ano, flores para as mulheres no dia internacional da mulher, cartões de aniversários, dias das mães e dos pais e outras atividades dessa natureza. Não passam de perfumarias – atividades com pouca importância. Não dá para o RH ficar apagando incêndios, ou seja, ficar propondo ações paliativas e provisórias. O RH tem que ter visão de médio e longo prazo, pensar como vai ser a organização daqui a cinco, dez anos. Que desafios a organização terá daqui a cinco ou dez anos? Precisamos ter um RH forte, com um planejamento estratégico estruturado para o desenvolvimento das pessoas alinhado com os desafios da organização. O RH precisa desenvolver uma política estruturada e vinculada aos objetivos organizacionais. Luiz Carlos de Souza é consultor de empresas e diretor da Performances - Assessoria, Consultoria e Treinamento em RH

Por que o salário nunca é suficiente?

Mais um artigo interessante. Diria até necessário e de auto ajuda. A grande maioria dos brasileiros vive a situação de "gastar mais do que ganha" ( me incluo nessa, rsss) Por que o salário nunca é suficiente? Jerônimo Mendes - Ao longo de vinte e cinco anos de carreira, Jerônimo Mendes trabalhou em empresas como Kablin, Bamerindus, Brahma, Texaco, Volvo e CSN. É Professor Universitário, palestrante e administrador de empresas formado pela FAE - Faculdade Católica de Administração e Economia Milhares de profissionais acordam todos os dias e, contrários à sua vontade, seguem para o trabalho, onde, na maioria dos casos, vão fazer o que não gostam, sorrir para quem não querem e ganhar menos do que poderiam. Por outro lado, outros milhares acordam todos os dias e, contrários à sua vontade, correm para a próxima banca a fim de comprar o jornal para procurar emprego e enfrentar a fila da última vaga disponível, do qual, em muitos casos, ela existe porque alguém chegou à conclusão de que era melhor tentar um novo emprego, ou ainda porque foi disponibilizado para o mercado. Assim é o mundo corporativo. Existe sempre alguém disponível para ocupar a sua vaga pela metade do seu salário, portanto, mudar de emprego não basta. Reflita sobre os seus ganhos. Sai dissídio, entra dissídio, sai chefe antigo, entra chefe novo e, mesmo assim, você continua ganhando pouco. Vinte anos se foram na mesma empresa e você não foi reconhecido. Muitos vieram de fora e você não foi promovido. Qual a razão para isso? É muito simples. Mas antes, permita que eu compartilhe uma história que ocorreu comigo há muito tempo. Certa vez, tomei coragem e abordei o diretor da unidade onde eu trabalhava, numa grande companhia, e fui direto ao ponto: - Grande chefe, o meu salário não sobe faz muito tempo. O dissídio foi pouco e não resolveu o meu problema. Existe algo que possa ser feito por mim? Na época, eu ganhava um bom salário. Nada mau para quem saiu do interior, galgou a escada corporativa e, de emprego em emprego, foi melhorando. Mas, para minha surpresa, ele foi mais direto do que eu: - Grande Jerônimo! Como eu gosto de você e do seu trabalho, juro! Porém, deixa eu te dizer uma coisa: esse negócio de aumento é besteira, vai por mim. Eu, por exemplo, ganho quase 30 mil por mês e não me sobra nada. A única coisa que eu posso fazer é ajudá-lo com a rescisão e a multa do FGTS. Na hora, eu fiquei mudo e dei aquele sorriso infeliz, porém o fato me fez repensar a maneira de ver o problema. De lá para cá, prometi a mim mesmo que nunca mais pediria aumento de salário, mas faria de tudo para construir a minha própria renda. Ele não deixava de ter razão, pois o importante não é quanto você ganha, mas como você gasta e administra a parte que lhe cabe. O maior erro que se pode cometer é não saber viver com o salário que se recebe e, por conta dos “brinquedinhos” que a mídia vincula diariamente na sua mente e na mente dos seus filhos, você acaba levando uma vida de empréstimos e mais empréstimos e faz do cheque especial a extensão do seu salário. É necessário muito amor e equilíbrio para resolver o problema da falta de dinheiro na família. O salário nunca será justo e suficiente para as suas necessidades e você está sempre querendo mais, pois a despesa cresce na mesma proporção da sua receita. De fato, 5% de dissídio ou 10% de meritório não vão resolver a sua vida. Entretanto, greve, pressão, cara feia, conversa séria com o chefe e, até mesmo, um novo emprego não serão suficientes para amenizar a insatisfação, se você não praticar uma virtude essencial para o sucesso na vida pessoal e profissional: DISCIPLINA. Sem disciplina, não importa se você ganha salário mínimo ou dez mil reais por mês, você será eternamente infeliz. Por essa razão, é que testemunhamos diariamente na mídia, pessoas sorridentes que ganham de um a três salários por mês e pessoas extremamente vazias e infelizes que ganham salários astronômicos, do qual os primeiros nem imaginar conseguir durante uma vida inteira de trabalho, e mesmo assim são felizes. Nas palavras de Henry Ford: “se o dinheiro for a sua única esperança de vida, você jamais a terá. A única segurança consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência”. Penso que a maneira mais fácil de conseguir aumento de salário é fazer algo diferente e produtivo, principalmente quando você constrói o próprio negócio e torna-se um empregador por excelência. Não reclame do patrão nem do salário, pois é deselegante e antiético. Legal mesmo é perseguir os sonhos e uma renda maior de outra forma, com cabeça, coração e criatividade. Há um provérbio iídiche que diz o seguinte: “com dinheiro no bolso você é bonito, inteligente e sabe até cantar”. Portanto, pense nisso! Seja disciplinado, poupe mais, construa a renda ideal, sofra menos e seja feliz!

Em busca do emprego ideal

Há trinta anos eu consegui o meu primeiro emprego como Auxiliar de Escritório I na Klabin do Paraná, uma gigante do ramo industrial papeleiro, instalada na cidade onde eu morava. Meus pais se aposentaram na empresa e minha irmã do meio trabalha lá até hoje. Aliás, na época, quase toda a cidade havia passado pela Klabin. Ter a carteira assinada pela maior empregadora do município era o sonho de consumo da população local. O primeiro emprego a gente nunca esquece. Eu tinha o melhor salário do mundo, um ótimo chefe, mesa exclusiva e companheiros inesquecíveis. Eu não reclamava das botas com biqueira de aço, das babadas inesquecíveis do chefe (um verdadeiro paizão), de bater cartão-ponto às sete e trinta e seis da manhã, do trabalho extra nem das longas idas e vindas pelas obras e pelo escritório central a pé durante o dia todo mesmo sabendo que à noite haveria uma jornada cansativa de estudos para cumprir. O que era importante na época? Eu tinha crachá, símbolo de dignidade, segurança, status, respeito e um pacote considerável de benefícios para a minha idade. Quando eu passei no exame da Escola Técnica e pedi demissão, três anos depois, o chefe deu a maior força e ainda datilografou uma carta de referência, meu pai vibrou e naquele momento eu tinha certeza de estar no caminho certo. Diferente dos demais, minha mãe se fechou no quarto e chorou ao imaginar que eu pudesse ficar pelo menos trinta anos no que ela dizia ser o emprego ideal. Entretanto, minha intuição dizia que as oportunidades não surgem em nossa vida por acaso e que o emprego ideal não viria sem estudo, determinação e novas experiências. Com muito jeito para convencê-la e uma decisão irrevogável, eu deixei o interior para tentar a vida na capital, em busca do emprego ideal, a exemplo de outros milhares de jovens desse país. O sonho de construir uma carreira brilhante e encontrar o verdadeiro eldorado profissional numa cidade grande foi aplacado temporariamente no mesmo instante em que encontrei o primeiro chefe inescrupuloso. Entretanto, por trás das adversidades existem oportunidades disfarçadas. No auge da minha impetuosidade juvenil, as adversidades sempre me conduziram para ambientes mais promissores e aos poucos eu fui galgando a escada corporativa. Por conta disso, abandonei o meu primeiro emprego na capital quando surgiu outra oportunidade melhor. Em trinta anos de história profissional eu mudei oito vezes de empresa e nunca encontrei o emprego ideal, por uma simples razão: ele não existe. Em todas as profissões, ocupações e gerações, a busca incessante do ser humano por uma zona de conforto maior do que sua própria natureza lhe proporciona o transforma num eterno descontente. Particularmente, me angustio quando vejo pessoas sendo estimuladas a procurar o emprego ideal como se isso dependesse exclusivamente da boa vontade de cada um. A natureza humana é insaciável. Quando uma necessidade é atendida, outra surge imediatamente em seu lugar, uma verdade perfeitamente compreensível que contribui para o processo de evolução pessoal e profissional. Cursos, diplomas, treinamentos, apadrinhamentos ou aconselhamentos de qualquer natureza não poderão ajudá-lo a encontrar o emprego ideal enquanto você estiver condicionado a associar dinheiro ao sucesso ou sobrevivência ao dinheiro de maneira automática. Ao contrário, o emprego ideal está diretamente associado ao sentido de realização e ao gosto pela vida. São poucos os casos de pessoas dispostas a abrir mão de um bom salário ou de um ótimo cargo, bem como dos seus respectivos benefícios, para se dedicar a projetos mais nobres, talvez menos rentáveis, porém mais alinhados com a sua vocação original. Em geral, isso ocorre quando a pessoa já sacrificou parte da vida e da saúde numa corrida desenfreada pelo dinheiro. A partir do momento em que você toma consciência da importância do trabalho na sua vida, você passa a sonhar com o emprego ou com a profissão ideal e, automaticamente, o desejo é transformado em objetivo de vida. Entretanto, ainda que você não o coloque no papel e não estabeleça metas para alcançá-lo, seja por conta própria ou como empregado, ele permanece no inconsciente pronto para pressioná-lo ao menor sinal de descontentamento. Não acredita? Aguarde a próxima discussão com o chefe, o próximo extrato bancário ou o próximo comprovante de pagamento. O emprego ideal depende de uma série de fatores positivos que apenas o tempo, transformado em experiência de vida, é capaz de proporcionar. Por essa razão, os empregos são transitórios, nossos objetivos estão sempre além do que já foi alcançado e vivemos imaginando que o emprego dos outros é melhor do que o nosso. Por essa razão também existe sempre um substituto pronto para ocupar o seu lugar, pois, enquanto você está cobiçando o cargo do chefe, alguém está cobiçando o seu. Meu pai trabalhou trinta anos na mesma empresa e não encontrou o emprego ideal. Eu passei por oito e continuo firme no propósito de consegui-lo, porém acredito ter encontrado o caminho: foco, determinação e muita persistência. Conheço dezenas de profissionais que passaram dos sessenta anos e ainda não sabem o que fazer da vida e outros milhares que continuam esperando a aposentadoria para então se dedicar ao emprego ideal. Mudar de emprego não basta, é necessário encontrar-se interiormente, ser menos crítico, mais decidido, menos ansioso, estabelecer metas e preparar-se definitivamente para alcançá-las. Quando se sentir ameaçado, desmotivado e infeliz com o cargo e o salário, basta comparar o estágio alcançado com o dos demais da sua geração e você verá que a situação não é tão ruim quanto parece. O primeiro passo indispensável para conseguir o emprego ideal é decidir o que você quer da vida. Como dizia Martin Luther King, “Dê o primeiro passo com fé. Você não precisa ver toda a escada, apenas suba o primeiro degrau.” Creio que mais importante do que encontrar o emprego ideal é nunca deixar de persegui-lo. Pense nisso e seja feliz! Jeronimo Mendes Consultor e Palestrante nas áreas de gestão, comportamental e mundo corporativo em geral. Livros Publicados: - Oh, Mundo Cãoporativo! (Qualitymark) - O Encontro das Estrelas (Canção Nova) - Benditas Muletas (Vozes)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Criticar é fácil. Difícil é mudar nosso comportamento

Vi esse material nos grupos do linkedin e achei muito interessante. por isso o repasso a vcs. O tema era “comportamentos anti-sociais”. Pequenos danos que cometemos em relação ao meio-ambiente e em relação às outras pessoas: jogar lixo fora do lixo; cuspir no chão; empurrar as pessoas sem pedir licença; furar fila; falar alto demais em ambientes públicos; emprestar e não devolver, etc. Durante a aula, os meus alunos de antropologia da universidade federal em que eu lecionava, criticavam as pessoas que não respeitam o meio-ambiente. Criticavam os sem sensibilidade em relação a seus semelhantes e diziam até mesmo ter vontade de ir embora do Brasil por tanta falta de respeito que viam todos os dias. Chegou a hora do intervalo. Sem que meus alunos de antropologia soubessem, pedi a alunos da psicologia comportamental que observassem esses mesmos alunos na cantina da universidade. Na volta à classe, pedi aos alunos de psicologia que relatassem o que haviam observado. Surpresos, meus alunos foram acusados, um a um, de terem jogado lixo fora do cesto de lixo; cuspido no chão; colocado os pés na parede recém pintada da cantina; furado fila; perturbado o ambiente; etc. Quando perguntei aos alunos “infratores” o que eles tinham a dizer, disseram: “ - Não sabíamos que estávamos sendo observados...”. Em seguida, a nossa discussão foi sobre as razões pelas quais criticamos tanto alguns comportamentos e atitudes e em seguida fazemos as mesmas coisas que acabamos de criticar. E não é assim em nossa vida e em nossa empresa? Criticamos o mau atendimento que recebemos como clientes e oferecemos aos nossos clientes um atendimento sofrível. Criticamos a qualidade dos produtos que compramos e não damos a devida atenção à qualidade do que produzimos. Reclamamos de nossos clientes que atrasam o pagamento e somos conhecidos por atrasar o que pagamos. Criticamos os fofoqueiros e falamos mal dos outros o tempo todo. Criticamos os que não cumprem prazos e horários e falhamos com as nossas mais simples obrigações. Criticamos os mentirosos e muitas vezes faltamos com a verdade. Por que tanta incoerência? Criticar é fácil. Acusar é fácil. Apontar os erros alheios é fácil. O difícil é mudar o nosso comportamento. O difícil é ser coerente. O difícil é fazer certa a nossa parte. O difícil é começar a reformar o mundo e a humanidade a partir de nós mesmos. Pense nisso. Sucesso!

domingo, 2 de março de 2014

Receita anuncia as regras do Programa de Imposto de Renda 2014

Receita anuncia as regras do Programa de Imposto de Renda 2014 O Secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, anunciou hoje (21/2) as regras e as novidades para o Imposto de Renda 2014. “A Receita Federal busca a cada ano aperfeiçoar os seus programas, introduzindo simplificações que facilitem a vida do contribuinte no cumprimento das suas obrigações com o Fisco”, destacou Barreto. O secretário informou que a partir do dia 26 de fevereiro estará disponível no site da Receita o Programa Gerador de Declaração (PGD). O prazo para entrega começará no dia 6 de março, terminando em 30 de abril. A partir de 6 de março, também estará disponível a modalidade do m-IRPF, por meio da qual as declarações poderão ser elaboradas em Tablets e Smartphones conectados à Internet. Outra novidade anunciada por Barreto se refere à possibilidade de que os contribuintes que possuem Certificação Digital possam fazer a Declaração Pré-preenchida, com acesso por meio da página da Receita, na área do e-CAC. Essa modalidade de declaração poderá também ser realizada por um representante do contribuinte que possua certificação digital e detenha uma procuração eletrônica registrada na Receita. No link http://www.receita.fazenda.gov.br/atendvirtual/Orientacoes/default.htm podem ser obtidas mais informações sobre a Certificação Digital. Confira abaixo os detalhes do programa para 2014. Assista a íntegra da coletiva na página da TV Receita no Youtube. Programa do Imposto de Renda – PIR 2014 Obrigatoriedade 2014 R$ - Rend. Tributáveis R$ 25.661,70 Rend. Isentos R$ R$ 40.000,00 Atividade Rural R$ R$ 128.308,50 Bens 31.12 R$ 300.000,00 Ganho de capital Operações em Bolsa Desconto Simplificado 20% - limitado a R$ R$ 15.197,02 Deduções Dependentes R$ R$ 2.063,64 Instrução R$ R$ 3.230,46 Contribuição Oficial Contribuição à Previdência Complementar 12% rend. trib. Despesas Médicas Dedução Previdência - Empregada doméstica: R$ 1.078,08 Doações- ECA - Incentivo a Cultura – a Atividade Audiovisual - ao Desporto e ao Estatuto do Idoso. 6% Prazo de Entrega: 06 de março a 30 de abril de 2014: Multa por atraso : 1% (um por cento) ao mês-calendário - valor mínimo R$ 165,74 Entrega tempestiva 27 milhões Declaração Pré-preenchida A Receita Federal disponibilizará ao contribuinte um arquivo que deverá ser importado no Programa Gerador da Declaração IRPF 2014 (PGD 2014). Esse arquivo terá algumas informações relativas a rendimentos, deduções, bens, direitos e dívidas e ônus reais. Trata-se da DIRPF Pré-preenchida, disponível para download no Portal e-CAC para os contribuintes que possuam certificação digital ou para representantes com procuração eletrônica. A DIRPF Pré-preenchida estará disponível, desde que: • as fontes pagadoras tenham enviado para a RFB a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) referente ao exercício de 2014, ano-calendário de 2013; • o contribuinte tenha apresentado a Declaração de Ajuste Anual referente ao exercício de 2013, ano-calendário de 2012. Não será possível obter declarações pré-preenchidas caso: • O contribuinte não tenha apresentado declaração de ajuste ou saída definitiva do exercício do ano anterior como titular; • A última declaração enviada pelo contribuinte está em malha ou sofreu alteração pela malha; • A DIRF de alguma fonte pagadora do contribuinte esteja em lista inidônea (lista de fraude das fontes pagadoras); • O beneficiário incidiu em malha da DIRF que indique IR Fonte a comprovar (parâmetro da DIRF com indicação de fraude); • A DIRF de alguma fonte pagadora do contribuinte tenha incidido na malha DIRF x DARF; • Não tenha sido processada a malha DIRF x DARF, exceto se o contribuinte só possuir órgãos da Administração Pública como fontes pagadoras. m-IRPF Lançado em 2013, o m-IRPF possibilita que as declarações do imposto de renda das pessoas físicas sejam elaboradas através de dispositivos móveis (tablets e smatphones), conectados à internet, podendo ser apresentada a qualquer momento e de qualquer lugar. A implementação do m-IRPF marcou uma nova forma de relacionamento da Receita com o contribuinte quanto à captação de informações e envio da declaração à Receita Federal. Uma das principais vantagens do aplicativo em relação à aplicação para desktop é a utilização de apenas um aplicativo para preencher, salvar, recuperar ou transmitir a declaração, trazendo mais simplicidade e agilidade ao processo. O contribuinte pode salvar um rascunho da declaração e continuar o preenchimento em outro momento, inclusive em outro dispositivo móvel. A transmissão da declaração é feita de forma simples, sem a necessidade da instalação de outros aplicativos. As seguintes novidades estão previstas para m-IRPF 2014: - implementação de quase 90% das funcionalidades existentes no Programa Gerador de Declaração (PGD IRPF) ou seja, somente uns 10% do público que utiliza o PGD não poderá utilizar o m-IRPF. Entre as novas funcionalidades está a possibilidade de declarar dívidas e ônus reais, imposto pago, rendimentos recebidos de pessoa física, rendimentos isentos e rendimentos com tributação exclusiva. - importação dos dados da declaração de 2013. - declaração das dívidas, rendimentos recebidos de pessoa física, rendimentos isentos e rendimentos com tributação exclusiva. Os contribuintes nas situações abaixo ainda não poderão utilizar o m-IRPF : - com doação efetuada (no ano-calendário e no exercício). - com rendimentos recebidos acumuladamente (RRA), recebidos no Exterior ou com exigibilidade suspensa. - que precisem importar valores dos aplicativos auxiliares (Carnê-leão, Atividade Rural, Ganho de Capital e Moeda Estrangeira). Após utilizar o m-IRPF para fazer a declaração o contribuinte deverá armazenar a cópia da declaração para imprimi-la usando um microcomputador. É importante observar que nos dispositivos com o sistema operacional iOS não há o salvamento automático da declaração após a transmissão. O próprio usuário deve promover a cópia da declaração transmitida. Novidades para o PGD 2014 Há novas e importantes funcionalidades no PGD de 2014. Entre elas estão a importação de informe de rendimentos de fontes pagadoras, informe dos planos de saúde e o Comunicado da Condição de Não Residente. Importações do Informe da fonte pagadora Por meio da IN RFB 1416/2013 foi criada a possibilidade de as fontes pagadoras entregarem para seus empregados arquivos contendo informações dos comprovantes de rendimentos (Comprovante Eletrônico de Rendimentos) com as mesmas informações contidas no informe em papel. O contribuinte ao criar sua declaração no PGD do IRPF 2014 poderá importar esse arquivo que irá automaticamente povoar todos os campos da declaração com as informações da fonte pagadora. Importações do Informe de Plano de Saúde A IN RFB 1416/2013 também cria a possibilidade de os planos de saúde fornecerem para seus clientes arquivos contendo informações dos pagamentos do plano de saúde, dos pagamentos de serviços e reembolsos recebidos. O contribuinte ao criar sua declaração no PGD do IRPF 2014 poderá importar esse arquivo, que preencherá automaticamente todos os campos da declaração com as informações relativas ao plano de saúde. Ao importar esses arquivos no PGD 2014 as informações serão adicionadas à declaração sem comprometimento dos demais dados preenchidos anteriormente. José Humberto Araújo Martins

Modelo Comentado de Currículo

Olá Pessoal! achei este material muito importante e por isso o estou disponibilizando a vocês. abs Novo Artigo: Modelo Comentado de Currículo Tenho acompanhado candidatos reclamando nas minhas redes de emprego que enviam currículos para diversas empresas e não recebem contato para entrevista. Em muitos casos, a resposta é motivada pelo mercado de trabalho estar a cada dia mais concorrido e as empresas recebem dezenas de currículos. Muitos candidatos são excluídos no processo de triagem curricular, pois não sabem preparar um bom currículo, ou seja, não sabem vender a sua imagem, sua experiência através de um currículo. Alguns candidatos enviam currículo “tipo spam”: enviam por e-mail para todas as empresas que encontram por ai. Muitas vezes sem atentar-se ao perfil da empresa, perfil/requisitos da vaga...enfim atiram no escuro sem foco. Esses dias coloquei um anúncio para empresa do Ramo de Educação e um candidato enviou o currículo citando querer fazer parte dessa Indústria Alimentícia. Currículos enviados “às cegas” vão parar no banco de dados e na maioria das vezes na lixeira. O currículo é o seu cartão de visitas, é o "passaporte" para uma entrevista de emprego. Com milhares de currículos para serem analisados, os que contêm mais detalhes sobre as atividades desempenhadas são os que mais interessam aos recrutadores. Montei esse modelo comentado de currículo para auxiliar os candidatos a montar um currículo bem estruturado e com todas as informações que devem transmitir nesse primeiro contato. Começo por onde? Não se usa capa e nem a palavra Currículum Vitae. Comece pelo seu nome, afinal esse currículo é o SEU cartão de visita. Você é o “produto” que vai ser “vendido”. Exemplo: NOME COMPLETO (Fonte 14 ou 16 em negrito) Dados pessoais Resumem-se ao seu nome, endereço, telefone, e-mail, idade e estado civil. Não coloque dados pessoais referente a documentos, esse tipo de informação é passada nas entrevistas. Exemplo: RUA 10, N° 116, CENTRO, GOIÂNIA – GO. Brasileira, Casada, 31 Anos. (62) 0000-0000/(62) 0000-0000 E-mail: xxxxxxxxx@xxxxxxxxx.com.br Skype: xxxxxxxxx Objetivo Deixe claro, logo no início, a qual cargo você está se candidatando ou qual a sua área de interesse. Frases clichés como “Quero muito fazer parte dessa empresa”, “Sou dinâmica, responsável...” não é objetivo profissional. Exemplo: Assistente Administrativo ou Atuar na área Administrativa/Financeira Perfil Profissional/Resumo Perfil Trata-se de um resumo (máximo de dez linhas) sobre sua carreira. O selecionador precisa entender sua evolução profissional numa rápida passada de olhos, por isso vá direto ao ponto. Inicie sempre pela experiência mais recente e foque nos resultados alcançados. Foco no seguinte: Quem ler este texto vai querer me conhecer? Exemplo: Experiência de 06 anos na gestão estratégica e tática do transporte internacional de valores. Especialista em Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos. Fluente em inglês e francês, Certificação PMP e Certificação LPIC-201. Gestão de Equipe com 45 colaboradores diretos e 80 indiretos. Redução do índice de custos com manutenção de frota em mais de 65% e TurnOver da equipe em 80%. Formação Acadêmica Mencione os cursos de nível superior, de pós-graduação e especializações que fez na ordem do último para o primeiro. Não se esqueça de colocar o ano de término de cada um e o nome completo das instituições. Exemplos: Graduação em Administração de Empresas - Universidade Paulista - UNIP Concluído em 2009. Se tiver apenas formação escolar, coloque: FORMAÇÂO ESCOLAR Ensino Médio Completo - Colégio Estadual José Ramalho - Concluído em 2009. Experiência Profissional O ideal é destacar os cargos mais recentes. Coloque em ordem cronológica (do mais recente para o mais antigo). Inclua data de admissão e de saída, o nome da empresa e o cargo. O que interessa são as experiências dos últimos cinco ou dez anos! Se tiver muitas, coloque até as 3 ultimas, ou as que mais tem perfil da vaga em questão. Sintetize suas principais realizações em no máximo oito linhas. Destaque projetos que liderou ou dos quais participou, metas atingidas, etc. Exemplo: TRAINEE – ASSESSORIA E TREINAMENTO EMPRESARIAL. Assistente Administrativo - Período: 06/2007 – 08/2008. Principais Atividades: Serviços administrativos, tais como: elaboração e controle de documentos, controle de fluxo de caixa, recebimento de mensalidades. Recrutamento & Seleção para empresas parceiras; Elaboração de currículo gerador de entrevistas; Avaliação do perfil profissional dos alunos; Aulas de Marketing Pessoal e Técnicas de entrevistas; Pesquisa de mercado; Contato comercial com os clientes e Divulgação de cursos. Cursos de Extensão Universitária ou Formação Complementar Coloque o nome da instituição, nome do curso, carga horária e mês e ano de conclusão. Se tiver muitos cursos, coloque apenas os voltados à área do cargo em questão. Exemplo: Recrutamento & Seleção de Pessoal – GAP: Grupo de Administração Profissional. Carga Horária: 16 Horas/Aula – Concluído em Outubro/2011. Informações Adicionais Colocamos aqui informações, tais como: disponibilidade de mudança de cidade e/ou estado, pretensão salarial e outras informações variáveis de acordo com cada vaga. Exemplos: Disponibilidade para mudança de cidade ou estado. Disponibilidade para atuação em outras cidades/estados. Informática nível avançado. Inglês nível intermediário. Premiação: Imobuy Imobiliária - Corretor do Ano 2012 (Valor total de vendas). Conhecimento no sistema ERP – SAP. Pretensão salarial: R$ 5.000,00. Algumas outras informações que devem ser avaliadas de acordo com o perfil da vaga ou exigências de cada empresa Idiomas: Só mencione caso seja intermediário ou fluente. Salários: Informe pretensão salarial somente caso o anúncio solicite. Carta de apresentação: Faça uma breve apresentação por e-mail, pode ser usando o Perfil Profissional. Currículo impresso dispensa a carta (salvo quando o anúncio exigir). Revisão: Leia sempre antes de enviar, se use o corretor ortográfico. Orientações de formato Número de páginas: Entre 1 a 2 páginas. Texto: Fontes clássicas, como Arial, Times New Roman ou Verdana. Fotos: Coloque somente caso o anúncio solicite e no padrão "3x4". Nada de fotos sorrindo ou "perfil de redes sociais". Garanto que dando uma atenção maior a elaboração do seu currículo você fará dele uma ferramenta decisiva na busca por uma colocação/recolocação no mercado de trabalho. Coloquei no meu site www.rhcomvoce.com na aba “Artigos” um modelo de currículo funcional para baixar e preencher. Use e “abuse” do meu modelo, encaminhe para seus amigos... enfim, vamos melhorar nosso "cartão de visitas"! Abraços e sucesso! Rafael Mendes Especialista em Recursos Humanos e Coaching Site: www.rhcomvoce.com