Acredito que, se você esteve na Terra nos últimos 10 anos, você deve ter assistido ao filme 300, de Zack Snyder. O filme como entretenimento já é fantástico, mas vamos nos aprofundar um pouco mais no significado:
O cenário – 300 guerreiros espartanos contra um exército de mais de 100.000 persas.
Os líderes – Leônidas, um general e regente espartano, contra Xerxes, um rei persa tido como um deus.
Os soldados – Historicamente, os espartanos eram conhecidos por seu culto à excelência, à eficiência como guerreiros . No filme, isso é retratado quando Leônidas é questionado do porquê de seu exército ser tão pequeno. Este responde perguntando a profissão dos outros gregos: “oleiro”, responde um; “escultor”, responde outro. Leônidas pergunta para seu exército: “Espartanos, qual é sua profissão?” O exército inteiro responde com um grito de guerra. O exército persa era formado por nações conquistadas pelo caminho. Existiam tanto guerreiros experimentados quanto camponeses com machados e picaretas.
Spartans, what is your profesion?
A matemática simples nos diz que os espartanos sofreriam uma derrota clamorosa. No entanto, o rei Leônidas conseguiu motivar 300 guerreiros valorosos a ponto de enfrentarem os números. Como ele conseguiu isso? Através de 6 características-chave:
- PENSAMENTO ESTRATÉGICO: Em campo aberto, o exército espartano seria simplesmente engolido pelo persa. Leônidas verificou o terreno e escolheu uma passagem estreita – o desfiladeiro das Termópilas -, onde seu exército conseguiria se proteger e atacar ao mesmo tempo. Traduzindo pra nossa realidade, o GP que consegue ter uma visão global clara do projeto saberá de todos os pontos fracos de sua estratégia e escolherá o cenário de melhor aproveitamento para sua gerência.
- TRANSPARÊNCIA: Em nenhum momento Leônidas esconde de seus soldados o que eles irão enfrentar. Eles sabem que somente pelos números eles estão perdidos. O GP que deixa claro para sua equipe quais são as dificuldades esperadas e os benefícios conseguidos caso o prometido seja cumprido tem grandes chances de conseguir motivar seu time.
- VISÃO PARA TALENTOS: quando o deformado Ephialtes pede para lutar, Leônidas deixa claro que como guerreiro ele não serviria, mas que ele poderia ajudar cuidando dos feridos e trazendo água e comida. O GP motivador sabe identificar e aprimorar os talentos de cada um da equipe.
- LIDERANÇA: Leônidas estava sempre à frente do exército, como o primeiro a receber o ataque do exército inimigo. Da mesma forma, o GP deve estar à frente da equipe para protegê-la e sempre assumir a responsabilidade por qualquer circunstância do projeto.
- MARKETING PESSOAL: Um pouco antes da batalha decisiva, Leônidas recorre a um soldado que havia sido ferido e pede para que ele conte a história do que aconteceu aos líderes e cidadãos de Esparta. Se um GP souber explorar bem o sucesso ou fracasso de um projeto, ele tende a ter sucesso.
- HUMILDADE: às portas da morte, um soldado segura a mão do rei e diz: “É uma honra morrer ao seu lado”. Ao que Leônidas, agonizando, responde: “Foi uma honra ter vivido ao seu”. Leônidas se coloca aos olhos do soldado como um igual, sem distinção de hierarquia. O GP que deixa o cargo subir à cabeça normalmente não consegue manter a equipe coesa e motivada.
300 – Batalha Final
Apesar da figura do rei/gestor motivador, os espartanos morreram. Mas pararam pra pensar por quê?
“Ah, mas os espartanos foram pegos pelos persas que usaram uma trilha escondida nas montanhas”, você responde. Traduzindo pro nosso mundo, o gestor não detectou que havia uma falha no escopo do projeto, certo? Errado. No filme, Leônidas é avisado que a tal trilha existia, e designou uma parte do exército auxiliar para guardar a trilha – um exército que não tinha a mesma motivação ou treinamento dos espartanos. Neste ponto, o GP errou. Ele deveria ter colocado uma equipe de elite para cobrir o ponto fraco, mas a questão que quero levantar não é essa. Quero destacar a participação de outra pessoa.
O deformado Ephialtes, cuja participação na guerra foi revelar aos persas que existia o ponto fraco em troca de um cargo, e trair a sua equipe fazendo isso, representa o funcionário desmotivado, orgulhoso demais para colocar a mão na massa e fazer a diferença. Atente que a ele foi oferecido um cargo em que ele poderia ter seus talentos empregados (tratar feridos e levar água e comida), mas ele se achava bom demais para isso. Queria ficar na linha de frente, onde poderia ser morto ou levar seus companheiros à morte. A sabedoria do GP Leônidas foi, ao perceber esse orgulho, dispensar o funcionário que poderia comprometer a equipe. Se ele tivesse sido condescendente e colocado Ephialtes no exército, ele seria aquele funcionário que deveria chegar às 09h00, mas chega às 10h00 e dorme na mesa às 11h00, afinal de contas ele é bom demais. Ele perceberia que não teria o talento necessário para levar seu projeto até o fim, mas o orgulho não o deixaria ceder a posição a quem poderia ocupá-la melhor. Caso este funcionário desmotivado trocasse de função – ou desistisse do orgulho, como preferirem – ele teria ido para o back-up do exército e possivelmente teria mais possibilidades de reconhecimento e crescimento de carreira, pois seus talentos seriam empregados para o lado certo. Mas ao final, ele cede a própria auto-imagem e se volta para o lado do inimigo, causando a derrota do projeto.
Como gestor, ter estas qualidades do rei Leônidas podem te levar ao sucesso, mas acima de tudo você precisa saber motivar as pessoas a darem o seu melhor. Não é porque uma pessoa tem uma centena de certificados que ela será melhor que uma pessoa que aprendeu sozinha. A força de vontade de cada um pesa muito na hora de resolver um problema, e cabe ao gestor decidir onde cada ferramenta será empregada, e ao funcionário cabe ter a honra e a humildade de saber quando seus talentos não são determinantes para uma tarefa, e saber abrir mão disso em nome do sucesso do projeto.
A estes que têm esta honra e humildade, eu pergunto: ESPARTANOS, QUAL É SUA PROFISSÃO?
"A estrada é longa com curvas que não tem fim. É preciso seguir sempre com olhar para o futuro. Nisso consiste o longo caminho para alcançar o sucesso." José Humberto
domingo, 1 de maio de 2011
ITVisionTV - o canal de TV focado na área de TI
Estreiou no dia 30/04 o canal de TV focado na área de TI
Adicione no Facebook ITVisionTV e fique ligado no lançamento de cada novo programa
http://www.linkedin.com/news?viewArticle=&articleID=485510527&gid=145755&type=member&item=51354523&articleURL=http%3A%2F%2Fitvision%2Etv&urlhash=2hnT&goback=%2Egde_145755_member_51354523
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
As maiores dificuldades na implantação de sistemas de gestão ERP. Como vencê-las?
Muitos de nós no decorrer de sua carreira já se deparou com uma implantação de algum sistema de gestão ERP, quem ainda não teve essa grata experiência, provavelmente, é só uma questão de tempo, ela virá.
Esse tipo de sistema tornou-se febre nas empresas, pelos benefícios que provê.
Enfrentar um processo de implantação de ERP não é tarefa fácil.
Em todos os meus anos de experiência no assunto, já há algum tempo, concluí que as piores dificuldades não estão nos desafios técnicos. As piores barreiras são as que confrontam a estrutura organizacional das empresas ou alterações em processos já estabelecidos que normalmente dependem de interatividade com as pessoas.OU SEJA: Relationship.
Enterprise Resource Planning
Não é novidade para a maioria dos profissionais de TI encontrarem funcionários que se sintam ameaçados quando uma implantação dessas ocorre. E é verdade. Não vamos aqui fazer demagogia e dizer que uma implantação de ERP não ameace ninguém.
Ameaça sim, e justamente por isso que é um processo tenso por natureza, fazê-lo leve, vai depender da postura do profissional de TI em relação as outras pessoas da organização.
Basta analisar: Quais os principais objetivos de uma empresa ao decidir por uma implantação de uma suíte de gestão?
1. Rever processos e eliminar gargalos e retrabalhos;
2.Melhorar os controles sobre os processos ;
3. Gerar dados para transformá-los em informações confiáveis;
4. Tornar a gestão do negócio mais realista, amparada em seus próprios dados estatísticos e assim obter amparo na tomada de decisões.
Dependendo da situação de cada empresa, em alguma etapa indicada acima pode haver corte de pessoal.
Em minha visão, os funcionários só devem se preocupar de fato se puderem se encaixar em algum dos tópicos:
Fatores de preocupação
1. Estagnação;
2. Obsolescência;
3. Pouco nível de comprometimento;
4. Acomodação;
5. Desatualização.
Esses fatores chave, combinados ou não, podem ocasionar num processo demissional durante um processo de implantação de sistemas de gestão.
O PODER DO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL: UM DIFERENCIAL
relacionamento-interpessoal
O ideal seria se o sistema ERP se integrasse com facilidade e nenhum processo precisasse ser revisto, nenhum funcionário precisasse ser incomodado, mas, sabemos que isto não existe. Normalmente não é assim, porque ninguém consegue desenvolver um software que se encaixe perfeitamente a todas as realidades empresariais do mercado. Alguns tentam, como SAP, TOTVS, mas, sabemos que nesses ERP´s muitos controles personalizados não existem, e como a customização desses softwares é uma fortuna, as empresas optam por controles paralelos, normalmente em planilhas, para conseguir ter todos os controles que deseja.
O objetivo torna-se ter o básico funcional e estável.
Nenhum consultor de ERP quer fragilizar as relações com os funcionários da empresa contratante, porque isso significaria complicar as relações que já tendem a ser difíceis e podem atrasar o projeto, mas, alguns funcionários resolvem dificultar as coisas, por que de repente, não quer mudar a forma de trabalhar, não quer rever conceitos, ou simplesmente se acham donos da verdade, resistem às mudanças que as vezes tornam-se necessárias; nestes casos, essas pessoas acham que a melhor solução é criar obstáculos ao ERP. Quando a alta direção está comprometida e quer a implantação, esse funcionário poderá ter problemas ou até mesmo ser demitido.
O consultor de ERP deve saber lidar esses problemas de relacionamento aplicando técnicas políticas e de relacionamento; desenvolver essas habilidades é essencial; ser ético e ter a postura de ajudar a empresa e os funcionários a melhorar; aliviar a carga de trabalho; evitar o confronto.
Um usuário insatisfeito ou mal convencido, pode boicotar a implantação, ocasionando atrasos no seu projeto e na implantação em si, e em TI literalmente, tempo é dinheiro.
Temos que ter uma coisa em mente: Se o usuário não quiser usar o sistema ou a rotina ou o recurso ele não usa, e não adianta o consultor se jogar ao chão e espernear, ele não usa e pronto. Deve ser um constante trabalho de convencimento, habilidade que o profissional de TI deve desenvolver rapidamente. Pode ser difícil mostrar para a direção situações como essa, na qual o funcionário boicota a implantação do ERP sem o confronto direto, lembre-se: o forasteiro é você. Quem precisa convencer todos é você. Confrontos diretos nunca são bons para o projeto de implantação, significa atraso e prejuízo direto e ainda tem o poder de torná-lo uma pessoa antipática, trazendo ainda mais dificuldades.
Implantar um ERP sem conflito é tarefa praticamente impossível; muitas vezes é inevitável e deve ser gerenciado de forma inteligente com total profissionalismo, sempre em busca dos objetivos da organização; habilidades de relacionamento interpessoal do consultor ERP e da equipe envolvida na linha de frente do projeto é essencial; Apoio da gerência de TI para fixar algumas posições junto ao cliente também, pois, alguns conceitos e condições contratuais devem ser explicitados desde o início da implantação.
Quem enxerga um projeto ERP como uma ferramenta de gestão de auxílio que pode melhorar o seu próprio trabalho, já demonstra ter uma visão ampla e certamente se destacará, e mais, essa pessoa será um aliado do projeto ERP, o que será bom para todos. Cabe ao profissional de TI que está liderando o projeto de implantação e a toda equipe envolvida fazer com que a
força de trabalho do seu cliente tenda a pensar dessa forma.
Cada consultor de TI, quando tem o desafio de implantar um ERP, aguça sua vocação e deduz coisas sobre o comportamento humano que só a psicologia pode explicar cientificamente, ou seja, podemos dizer que a experiência provê em paralelo uma formação de pseudo psicólogos. Dessa forma, comecei a achar uma ótima área de estudos, complementar a TI, existem cursos de pós-graduação na área.
Relacionamentos interpessoais bem construídos contribuem para mais de 80% do sucesso de um projeto de implantação de ERP.
RELATIONSHIPS ARE THAT REALLY MATTERS
Esse tipo de sistema tornou-se febre nas empresas, pelos benefícios que provê.
Enfrentar um processo de implantação de ERP não é tarefa fácil.
Em todos os meus anos de experiência no assunto, já há algum tempo, concluí que as piores dificuldades não estão nos desafios técnicos. As piores barreiras são as que confrontam a estrutura organizacional das empresas ou alterações em processos já estabelecidos que normalmente dependem de interatividade com as pessoas.OU SEJA: Relationship.
Enterprise Resource Planning
Não é novidade para a maioria dos profissionais de TI encontrarem funcionários que se sintam ameaçados quando uma implantação dessas ocorre. E é verdade. Não vamos aqui fazer demagogia e dizer que uma implantação de ERP não ameace ninguém.
Ameaça sim, e justamente por isso que é um processo tenso por natureza, fazê-lo leve, vai depender da postura do profissional de TI em relação as outras pessoas da organização.
Basta analisar: Quais os principais objetivos de uma empresa ao decidir por uma implantação de uma suíte de gestão?
1. Rever processos e eliminar gargalos e retrabalhos;
2.Melhorar os controles sobre os processos ;
3. Gerar dados para transformá-los em informações confiáveis;
4. Tornar a gestão do negócio mais realista, amparada em seus próprios dados estatísticos e assim obter amparo na tomada de decisões.
Dependendo da situação de cada empresa, em alguma etapa indicada acima pode haver corte de pessoal.
Em minha visão, os funcionários só devem se preocupar de fato se puderem se encaixar em algum dos tópicos:
Fatores de preocupação
1. Estagnação;
2. Obsolescência;
3. Pouco nível de comprometimento;
4. Acomodação;
5. Desatualização.
Esses fatores chave, combinados ou não, podem ocasionar num processo demissional durante um processo de implantação de sistemas de gestão.
O PODER DO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL: UM DIFERENCIAL
relacionamento-interpessoal
O ideal seria se o sistema ERP se integrasse com facilidade e nenhum processo precisasse ser revisto, nenhum funcionário precisasse ser incomodado, mas, sabemos que isto não existe. Normalmente não é assim, porque ninguém consegue desenvolver um software que se encaixe perfeitamente a todas as realidades empresariais do mercado. Alguns tentam, como SAP, TOTVS, mas, sabemos que nesses ERP´s muitos controles personalizados não existem, e como a customização desses softwares é uma fortuna, as empresas optam por controles paralelos, normalmente em planilhas, para conseguir ter todos os controles que deseja.
O objetivo torna-se ter o básico funcional e estável.
Nenhum consultor de ERP quer fragilizar as relações com os funcionários da empresa contratante, porque isso significaria complicar as relações que já tendem a ser difíceis e podem atrasar o projeto, mas, alguns funcionários resolvem dificultar as coisas, por que de repente, não quer mudar a forma de trabalhar, não quer rever conceitos, ou simplesmente se acham donos da verdade, resistem às mudanças que as vezes tornam-se necessárias; nestes casos, essas pessoas acham que a melhor solução é criar obstáculos ao ERP. Quando a alta direção está comprometida e quer a implantação, esse funcionário poderá ter problemas ou até mesmo ser demitido.
O consultor de ERP deve saber lidar esses problemas de relacionamento aplicando técnicas políticas e de relacionamento; desenvolver essas habilidades é essencial; ser ético e ter a postura de ajudar a empresa e os funcionários a melhorar; aliviar a carga de trabalho; evitar o confronto.
Um usuário insatisfeito ou mal convencido, pode boicotar a implantação, ocasionando atrasos no seu projeto e na implantação em si, e em TI literalmente, tempo é dinheiro.
Temos que ter uma coisa em mente: Se o usuário não quiser usar o sistema ou a rotina ou o recurso ele não usa, e não adianta o consultor se jogar ao chão e espernear, ele não usa e pronto. Deve ser um constante trabalho de convencimento, habilidade que o profissional de TI deve desenvolver rapidamente. Pode ser difícil mostrar para a direção situações como essa, na qual o funcionário boicota a implantação do ERP sem o confronto direto, lembre-se: o forasteiro é você. Quem precisa convencer todos é você. Confrontos diretos nunca são bons para o projeto de implantação, significa atraso e prejuízo direto e ainda tem o poder de torná-lo uma pessoa antipática, trazendo ainda mais dificuldades.
Implantar um ERP sem conflito é tarefa praticamente impossível; muitas vezes é inevitável e deve ser gerenciado de forma inteligente com total profissionalismo, sempre em busca dos objetivos da organização; habilidades de relacionamento interpessoal do consultor ERP e da equipe envolvida na linha de frente do projeto é essencial; Apoio da gerência de TI para fixar algumas posições junto ao cliente também, pois, alguns conceitos e condições contratuais devem ser explicitados desde o início da implantação.
Quem enxerga um projeto ERP como uma ferramenta de gestão de auxílio que pode melhorar o seu próprio trabalho, já demonstra ter uma visão ampla e certamente se destacará, e mais, essa pessoa será um aliado do projeto ERP, o que será bom para todos. Cabe ao profissional de TI que está liderando o projeto de implantação e a toda equipe envolvida fazer com que a
força de trabalho do seu cliente tenda a pensar dessa forma.
Cada consultor de TI, quando tem o desafio de implantar um ERP, aguça sua vocação e deduz coisas sobre o comportamento humano que só a psicologia pode explicar cientificamente, ou seja, podemos dizer que a experiência provê em paralelo uma formação de pseudo psicólogos. Dessa forma, comecei a achar uma ótima área de estudos, complementar a TI, existem cursos de pós-graduação na área.
Relacionamentos interpessoais bem construídos contribuem para mais de 80% do sucesso de um projeto de implantação de ERP.
RELATIONSHIPS ARE THAT REALLY MATTERS
terça-feira, 22 de março de 2011
Como ser um mau Gestor
Postado por Luis Severo em Carreira, TI Corporativa
Nesta primeira participação, vou abordar um assunto que não é muito agradável para muitos de nós mas, todos nós já nos deparamos com situações, no mínimo, parecidas em nossa jornada profissional. Vou exemplificar com a breve história de um profissional com este perfil que era o Gestor de contas de uma empresa de TI e tinha um cliente muito grande aqui do Sul. Por uma questão ética este profissional, doravante será tratado como Srª TP (toda poderosa).
A Srª TP tinha vários métodos, todos certificados por ela mesma para tratar projetos (equipes, contratos, propostas, métricas, etc.).
As equipes eram tratadas aos gritos. Sim, literalmente a cada convocação para ir a sua sala, o pobre vivente já colocava a toalha no pescoço e se preparava para ouvir os gritos da Srª TP. Basicamente todos os dias . As equipes que estavam lotadas no cliente, também eram convocadas a comparecer. Motivo: erros cometidos pela própria Srª TP na condução dos projetos. Sim porque além de ser a gestora de contas também se outorgava o posto de GP master embora nunca tivesse ouvido falar de PMI ou de qualquer metodologia para projetos pois ela tinha criado a sua e era a que valia.
Reuniões: em geral começavam as 11:30 da manhã ou as 20:00 horas. Isso mesmo. Como a Srª TP não tinha vida pessoal, convocava as equipes para reuniões nestes horários. O resultado era sempre o mesmo, um monólogo pois todos desejavam encerrar o mais rápido possível a reunião e ir almoçar ou ir para a faculdade ou qualquer outra coisa “inútil”. Sei que estes, muitas vezes,são luxos para nós de TI mas, em geral as pessoas sentem fome, tem filhos, vão ao supermercado, escola, etc. Atividades aos sábados e domingos (em geral dinâmica de grupo). Família? Nem pensar. Mas também, nós de TI já queremos demais…até família…
Toda a carteira de projetos da Srª TP, sem exceção, estava no vermelho. Projeto orçado em 4000 horas já estava em 19000 e nem havia sido concluída a 1ª fase. Foram vendidas pela Srª TP duas fases. Após fazer um levantamento meticuloso de requisitos, sem custo algum pois trabalhei em casa à noite, fiz o orçamento de um novo sistema para o cliente baseado em Use Case Point e Function Point. Apresentei o projeto a Srª TP e após os gritos de costume em função de eu ter utilizado uma metodologia desconhecida para ela (aliás, ela não conhecia metodologia alguma sobre nada) ouvi o seguinte: das 12000 horas corte para 4000 (acho que este era um padrão) pois eu não vou conseguir vender as 12000 horas. Obviamente que eu não cortei porque este era o cálculo racional baseado em métricas. Detalhe, eu já tinha tido uma reunião com o cliente e este pediu que fosse feito em 3 fases. O projeto estava vendido. Bastava a proposta técnico financeira. Como terminou? Após os gritos de costume a Srª TP me disse que orçava por, pasmem, por feeling. Isso mesmo. Tenho o e-mail guardado até hoje em que ela determina que seja pelo feeling dela. A proposta foi apresentada em nome de outro Gestor por 4000 horas e o projeto fez água no 3º mês. Eu, bom perdi meu contrato PJ por não estar “alinhado as boas práticas e políticas da empresa”. Ainda bem que eu não estava.
Como a Srª TP fechava o mês nas suas planilhas? Algumas vezes ela determinava que as planilhas de horas das equipes sofressem “alterações” no quesito quantidade de horas dedicadas ao cliente. Talvez este também tenha sido um dos motivos da rescisão do meu contrato pois não o fiz. Aliás, eu coloquei na cabeça aquela “bobagem” de Ética e Responsabilidade Profissional e não consigo mudar.
O resultado destas práticas e outras que deixo de citar aqui tiveram como resultado o pedido de demissão de 46 membros da equipe de 50 que atendia o cliente. Em 15 dias. Calculem o tamanho do prezuízo. Somente em horas ABAP/SAP eram 1500/mês.
Ao longo de minha jornada eu venho atuando em projetos críticos. Principalmente aqueles que já estão batendo a porta do Dep. Jurídico. Em todos houve consenso e negociação razoável e todos foram entregues, apesar dos problemas pois ninguém quer perder. Nem o cliente nem o contratado. Eu devo o sucesso destes projetos puramente as equipes que pude formar ou conduzir. As pessoas são movidas por muito mais do que R$ na sua conta. As pessoas também são movidas por apreciação e reconhecimento. Como Gestor, se tu tiveres alguma estrela na tua equipe, bata palmas para ela se ela te der os resultados. Não te importe com insignificâncias. O reconhecimento vem de trabalhos bem feitos e estes jamais são feitos isoladamente.
Nesta primeira participação, vou abordar um assunto que não é muito agradável para muitos de nós mas, todos nós já nos deparamos com situações, no mínimo, parecidas em nossa jornada profissional. Vou exemplificar com a breve história de um profissional com este perfil que era o Gestor de contas de uma empresa de TI e tinha um cliente muito grande aqui do Sul. Por uma questão ética este profissional, doravante será tratado como Srª TP (toda poderosa).
A Srª TP tinha vários métodos, todos certificados por ela mesma para tratar projetos (equipes, contratos, propostas, métricas, etc.).
As equipes eram tratadas aos gritos. Sim, literalmente a cada convocação para ir a sua sala, o pobre vivente já colocava a toalha no pescoço e se preparava para ouvir os gritos da Srª TP. Basicamente todos os dias . As equipes que estavam lotadas no cliente, também eram convocadas a comparecer. Motivo: erros cometidos pela própria Srª TP na condução dos projetos. Sim porque além de ser a gestora de contas também se outorgava o posto de GP master embora nunca tivesse ouvido falar de PMI ou de qualquer metodologia para projetos pois ela tinha criado a sua e era a que valia.
Reuniões: em geral começavam as 11:30 da manhã ou as 20:00 horas. Isso mesmo. Como a Srª TP não tinha vida pessoal, convocava as equipes para reuniões nestes horários. O resultado era sempre o mesmo, um monólogo pois todos desejavam encerrar o mais rápido possível a reunião e ir almoçar ou ir para a faculdade ou qualquer outra coisa “inútil”. Sei que estes, muitas vezes,são luxos para nós de TI mas, em geral as pessoas sentem fome, tem filhos, vão ao supermercado, escola, etc. Atividades aos sábados e domingos (em geral dinâmica de grupo). Família? Nem pensar. Mas também, nós de TI já queremos demais…até família…
Toda a carteira de projetos da Srª TP, sem exceção, estava no vermelho. Projeto orçado em 4000 horas já estava em 19000 e nem havia sido concluída a 1ª fase. Foram vendidas pela Srª TP duas fases. Após fazer um levantamento meticuloso de requisitos, sem custo algum pois trabalhei em casa à noite, fiz o orçamento de um novo sistema para o cliente baseado em Use Case Point e Function Point. Apresentei o projeto a Srª TP e após os gritos de costume em função de eu ter utilizado uma metodologia desconhecida para ela (aliás, ela não conhecia metodologia alguma sobre nada) ouvi o seguinte: das 12000 horas corte para 4000 (acho que este era um padrão) pois eu não vou conseguir vender as 12000 horas. Obviamente que eu não cortei porque este era o cálculo racional baseado em métricas. Detalhe, eu já tinha tido uma reunião com o cliente e este pediu que fosse feito em 3 fases. O projeto estava vendido. Bastava a proposta técnico financeira. Como terminou? Após os gritos de costume a Srª TP me disse que orçava por, pasmem, por feeling. Isso mesmo. Tenho o e-mail guardado até hoje em que ela determina que seja pelo feeling dela. A proposta foi apresentada em nome de outro Gestor por 4000 horas e o projeto fez água no 3º mês. Eu, bom perdi meu contrato PJ por não estar “alinhado as boas práticas e políticas da empresa”. Ainda bem que eu não estava.
Como a Srª TP fechava o mês nas suas planilhas? Algumas vezes ela determinava que as planilhas de horas das equipes sofressem “alterações” no quesito quantidade de horas dedicadas ao cliente. Talvez este também tenha sido um dos motivos da rescisão do meu contrato pois não o fiz. Aliás, eu coloquei na cabeça aquela “bobagem” de Ética e Responsabilidade Profissional e não consigo mudar.
O resultado destas práticas e outras que deixo de citar aqui tiveram como resultado o pedido de demissão de 46 membros da equipe de 50 que atendia o cliente. Em 15 dias. Calculem o tamanho do prezuízo. Somente em horas ABAP/SAP eram 1500/mês.
Ao longo de minha jornada eu venho atuando em projetos críticos. Principalmente aqueles que já estão batendo a porta do Dep. Jurídico. Em todos houve consenso e negociação razoável e todos foram entregues, apesar dos problemas pois ninguém quer perder. Nem o cliente nem o contratado. Eu devo o sucesso destes projetos puramente as equipes que pude formar ou conduzir. As pessoas são movidas por muito mais do que R$ na sua conta. As pessoas também são movidas por apreciação e reconhecimento. Como Gestor, se tu tiveres alguma estrela na tua equipe, bata palmas para ela se ela te der os resultados. Não te importe com insignificâncias. O reconhecimento vem de trabalhos bem feitos e estes jamais são feitos isoladamente.
domingo, 13 de março de 2011
Profundo
....
Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida.
Falávamos de viver ou morrer. Então, eu lhe disse:
-Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo somente de uma máquina e líquidos. Se você me vir nesse estado, desligue tudo o que me mantém vivo, por favor!
Ela se levantou, desligou a televisão, o computador , o ventilador e jogou minha cerveja fora.
Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida.
Falávamos de viver ou morrer. Então, eu lhe disse:
-Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo somente de uma máquina e líquidos. Se você me vir nesse estado, desligue tudo o que me mantém vivo, por favor!
Ela se levantou, desligou a televisão, o computador , o ventilador e jogou minha cerveja fora.
Profundo
PROFUNDO ...
Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida.
Falávamos de viver ou morrer. Então, eu lhe disse:
-Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo somente de uma máquina e líquidos. Se você me vir nesse estado, desligue tudo o que me mantém vivo, por favor!
Ela se levantou, desligou a televisão, o computador , o ventilador e jogou minha cerveja fora.
Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida.
Falávamos de viver ou morrer. Então, eu lhe disse:
-Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo somente de uma máquina e líquidos. Se você me vir nesse estado, desligue tudo o que me mantém vivo, por favor!
Ela se levantou, desligou a televisão, o computador , o ventilador e jogou minha cerveja fora.
quarta-feira, 2 de março de 2011
COMO EVITAR A MALHA FINA? IRPF 2011
1) Rendimentos Tributáveis: Declarar todos os rendimentos tributáveis recebidos tanto de PF como de PJ, tais como: alugueis, resgates de previdência privada, aposentadorias, salários, prestação de serviços, ações judiciais, pensões, etc
2) Rendimentos dos Dependentes: Ao incluir um dependente, informar também seus rendimentos tributáveis
3) Deduções: Observar se estão de conformidade com as leis vigente, observando-se que despesas médicas devem corresponder a serviços prestados. Fornecer ou utilizar recibos médicos inidôneos frios configura crime contra a ordem tributária, sujeitando-se o infrator à multa de 150% e pena de reclusão de 2 a 5 anos.
4) Carnê-leão: Recolher o carnê-leão quando obrigatório – a falta do recolhimento do carnê-leão está sujeita à multa isolada de 50% do valor do carnê-leão não recolhido.
5) Valor real das aquisições e alienações: Declarar as aquisições e vendas de bens imóveis, móveis e direitos pelo valor real de aquisição ou alienação – recolher o imposto quando houver ganho de capital.
6) Saldos bancários: Declarar todos os saldos bancários mantidas no Brasil e no exterior em nome do declarante e dependentes, cujo valor unitário exceder a R$ 140,00.
7) CPF: Não permitir ou evitar que terceiros utilizem seu nome e CPF para aquisição de bens e direitos.
8) Conta bancária: Não permitir que terceiros utilizem sua conta bancária para depósitos e saques. E evitar que movimentações elevadas sejam rotina na sua conta bancaria.
9) Pagamentos e Doações Efetuados: Informar na Declaração os pagamentos efetuados a PJ, quando representem dedução na declaração do contribuinte; PF, quando representem ou não dedução na declaração do contribuinte, pagamentos efetuados a profissionais liberais, tais como: médicos, dentistas, advogados, veterinários, contadores, economistas, engenheiros, arquitetos, psicólogos, fisioterapeutas e também os efetuados a título de aluguel, pensão alimentícia e juros. A falta de declaração dos pagamentos acima sujeita o contribuinte à multa de 20% sobre os valores não declarados.
10) Imposto de Renda Retido na Fonte: As informações de IR retidos, devem ser iguais as informações contidas no informe de rendimentos, se houver diferença a declaração cairá na malha fina.
11) Variação Patrimonial: O crescimento do patrimônio deve acompanhar os rendimentos declarados pelo contribuinte, pois uma variação do patrimônio incompatível com os ganhos do declarado, será o suficiente para a declaração cair na malha.
12) Ausência de informação de aquisição de veículo novo: As montadoras de veículos são obrigadas por lei a declarar à Receita Federal os dados dos compradores de veículos.
13) Ausência de informação de aquisição de imóveis das incorporadoras: As incorporadoras, por Lei, também estão obrigadas a prestar informações sobre as transações de vendas de imóveis.
14) Ausência de informação de aquisição de imóveis de terceiros: Os cartórios de registros, também prestam informações sobre as escrituras registradas.
15) Cartão de Crédito: As operadoras de cartão de crédito informam à Receita Federal as operações cujos gastos sejam superiores à R$ 5.000,00 por mês
Nota Importante:
A Receita Federal possui um eficiente sistema informatizado de cruzamentos de informações entre os quais incluem-se dados das seguintes declarações, entre outras:
CPMF : Declarações da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira
DIMOB: Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias
DIRF: Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte
DOI : Declaração de Operações Imobiliárias
DBF: Declaração de Benefícios Fiscais
DECRED: Declaração de Operações com Cartão de Crédito
DIMOF: Declaração de Informação sobre as Movimentações Financeiras
DMED: Declaração de Serviços Médicos
2) Rendimentos dos Dependentes: Ao incluir um dependente, informar também seus rendimentos tributáveis
3) Deduções: Observar se estão de conformidade com as leis vigente, observando-se que despesas médicas devem corresponder a serviços prestados. Fornecer ou utilizar recibos médicos inidôneos frios configura crime contra a ordem tributária, sujeitando-se o infrator à multa de 150% e pena de reclusão de 2 a 5 anos.
4) Carnê-leão: Recolher o carnê-leão quando obrigatório – a falta do recolhimento do carnê-leão está sujeita à multa isolada de 50% do valor do carnê-leão não recolhido.
5) Valor real das aquisições e alienações: Declarar as aquisições e vendas de bens imóveis, móveis e direitos pelo valor real de aquisição ou alienação – recolher o imposto quando houver ganho de capital.
6) Saldos bancários: Declarar todos os saldos bancários mantidas no Brasil e no exterior em nome do declarante e dependentes, cujo valor unitário exceder a R$ 140,00.
7) CPF: Não permitir ou evitar que terceiros utilizem seu nome e CPF para aquisição de bens e direitos.
8) Conta bancária: Não permitir que terceiros utilizem sua conta bancária para depósitos e saques. E evitar que movimentações elevadas sejam rotina na sua conta bancaria.
9) Pagamentos e Doações Efetuados: Informar na Declaração os pagamentos efetuados a PJ, quando representem dedução na declaração do contribuinte; PF, quando representem ou não dedução na declaração do contribuinte, pagamentos efetuados a profissionais liberais, tais como: médicos, dentistas, advogados, veterinários, contadores, economistas, engenheiros, arquitetos, psicólogos, fisioterapeutas e também os efetuados a título de aluguel, pensão alimentícia e juros. A falta de declaração dos pagamentos acima sujeita o contribuinte à multa de 20% sobre os valores não declarados.
10) Imposto de Renda Retido na Fonte: As informações de IR retidos, devem ser iguais as informações contidas no informe de rendimentos, se houver diferença a declaração cairá na malha fina.
11) Variação Patrimonial: O crescimento do patrimônio deve acompanhar os rendimentos declarados pelo contribuinte, pois uma variação do patrimônio incompatível com os ganhos do declarado, será o suficiente para a declaração cair na malha.
12) Ausência de informação de aquisição de veículo novo: As montadoras de veículos são obrigadas por lei a declarar à Receita Federal os dados dos compradores de veículos.
13) Ausência de informação de aquisição de imóveis das incorporadoras: As incorporadoras, por Lei, também estão obrigadas a prestar informações sobre as transações de vendas de imóveis.
14) Ausência de informação de aquisição de imóveis de terceiros: Os cartórios de registros, também prestam informações sobre as escrituras registradas.
15) Cartão de Crédito: As operadoras de cartão de crédito informam à Receita Federal as operações cujos gastos sejam superiores à R$ 5.000,00 por mês
Nota Importante:
A Receita Federal possui um eficiente sistema informatizado de cruzamentos de informações entre os quais incluem-se dados das seguintes declarações, entre outras:
CPMF : Declarações da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira
DIMOB: Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias
DIRF: Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte
DOI : Declaração de Operações Imobiliárias
DBF: Declaração de Benefícios Fiscais
DECRED: Declaração de Operações com Cartão de Crédito
DIMOF: Declaração de Informação sobre as Movimentações Financeiras
DMED: Declaração de Serviços Médicos
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